Fluxo de caixa: é hora de maior disciplina na gestão

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Alessandra Morita e Fernando Salles - redacao@savarejo.com.br -

Três executivos do setor supermercadista falam dos cuidados que toda empresa deve ter com sua saúde financeira

Fluxo de caixa. Um dos temas que mais impactarão o setor, o assunto surgiu logo no 1º Webinar da SA Varejo.

Euler Nejm, CEO do Grupo Super Nosso (MG), deixou claro que não se iludia tanto com o boom de vendas inicial influenciado por um certo pânico da população. “Essa crise é como se a gente estivesse viajando à noite, numa estrada deserta e com o carro de farol baixo. É difícil prever muita coisa, exceto que uma mudança virá”, comentou.

Assim como ele, outros varejistas apontam a preocupação no médio prazo com a saúde financeira das empresas. “O fluxo de caixa tem de ser foco para todos. É preciso pensar em como vamos sobreviver num cenário de crise”, afirma Paulo César Lopes, presidente da Acats (Associação Catarinense de Supermercados) e do conselho da Rede Top , 29 lojas. Segundo ele, diante de um aumento esperado do desemprego, a lógica é que o consumidor fique mais sensível a preço, o que pode impactar a margem dos supermercados. Outro ponto é ter uma estratégia conjunta entre comercial e financeiro para evitar descasamento entre prazos de pagamento, giro e recebimento dos clientes.

Ajuste no nível do estoque

Passado o período de picos na demanda, registrado no começo da quarentena, algumas redes iniciaram adequações no nível de estoque. É o caso do Grupo Pereira , que tem cerca de 68 lojas e opera super, hipermercados e atacarejos. João Pereira, VP comercial e de marketing da empresa, conta que uma das medidas tomadas inicialmente foi reduzir os inventários. “Tiramos as gorduras, uma vez que vínhamos trabalhando estocados para atender o boom de consumo inicial”, explica. Ele conta que, em abril, a companhia suspendeu compras durante uma semana para ajustes e avaliação de cenários.

“O maior desafio atualmente é a imprevisibilidade da situação, que dificulta o nosso planejamento. Na Rede Top, tínhamos planos para cinco anos. Agora, estamos repensando o cenário e revendo o que planejamos”

PAULO CÉSAR LOPES
Presidente da Acats (Associação Catarinense de Supermercados) e do Conselho da Rede Top, 29 lojas

 

“Estoque é sinônimo de caixa. Não é hora de compras desnecessárias pelo varejo, mas não significa que não temos oportunidades. Mesmo que a demanda caia 10% ou 20%, por exemplo, ainda há muita possibilidade de vendas para fazermos. Precisamos entender o consumidor”

JOÃO PEREIRA
VP Comercial e de Marketing do Grupo Pereira (SC/MS), 68 lojas

Esta matéria integra reportagem especial de SA Varejo sobre transformações profundas, quebra de paradigmas e evoluções no varejo na pandemia que permanecerão gerando impactos. Clique nos links para conferir todos os textos: 

Loja física deve oferecer objetividade na jornada de compra 

Consumo sem sair de casa continua forte

Em algumas categorias, nível de consumo deve seguir acima do período pré-Covid

E-commerce é o principal legado da pandemia

Concorrência digital avança sobre as vendas de alimentos

Colaboração entre varejo e indústria ganha produtividade

JBP vive adaptação à nova realidade

Promoções devem ser mais simples e diretas

Varejo e indústria precisarão revisar sortimento

Ruptura: novidades na busca por índices menores

Expansão exige precisão cirúrgica

Novo shopper exige transparência e confiança do seu supermercado

Relação com funcionários passa por mudanças rápidas

Aliar experiência a novos aprendizados é fundamental aos empresários do setor

 

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