Ruptura: novidades na busca por índices menores

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Alessandra Morita e Fernando Salles - redacao@savarejo.com.br -

Nível médio de falta de produtos alcançado pela rede Savegnago e também pela fabricante Vigor é de apenas 5%

Se há um legado desta crise, sem dúvida é a digitalização. A maior disseminação do uso da tecnologia poderá impactar positivamente um dos grandes problemas do varejo: a ruptura.

Mais do que possível – em função das tecnologias disponíveis –, buscar índices menores de falta de produtos será uma necessidade pelo cenário que se desenha pela frente. Por um lado, o consumidor deverá sair mais exigente dessa pandemia. De outro, há a iminência de uma recessão econômica que irá demandar do varejo maior eficiência para garantir margem e lucro.

Para a Vigor , o caminho é utilizar big data (grandes bancos de dados) para ter informações mais granulares – ou seja, de cada item em cada loja. Segundo o presidente da companhia, Luis Gennari, a fabricante tem avançado nessa área. No caso de iogurtes, por exemplo, consegue obter dados de ruptura por item, de SKUs que irão vencer em 30 dias e do nível de abastecimento das lojas – que é feito por meio de algoritmos. “Temos alcançado benefícios como um índice médio de falta de mercadoria na casa de 5%. Há redes do interior de São Paulo em que a ruptura é zero”, conta o executivo.

Heloisa Glad, vice-presidente de vendas da Reckitt Benckiser , também ressalta a importância de se chegar ao detalhe dos dados. Para ela, existe muita informação no mercado, mas o grande desafio é como trabalhá- los. “É preciso utilizar essas informações para ter excelência na execução, o que ajuda a melhorar o índice de ruptura. E não estamos mais falando de nível regional, mas do plano da loja, ou seja, do consumidor que vai àquele ponto de venda específico”, avalia ela.

Monitoramento de indicadores

Além do uso de ferramentas, José Sarrassini, diretor comercial do Savegnago Supermercados , lembra que é importante estabelecer indicadores de ruptura para os times de merchandising. “A falta de produtos, muitas vezes ocasionada pelo estoque virtual, corrói a nossa margem”, diz ele. A situação é ainda pior se o item não faz parte daqueles que representam 80% das vendas. “Nesse caso, ele só vai ser abastecido quando o promotor for à loja. Por isso é importante termos maneiras digitais de acionar esse profissional rapidamente”, comenta. Sarrassini também ressalta a importância de acompanhar e compartilhar dados com a indústria para reduzir a ruptura e melhorar os negócios.

 

“Se não olharmos o consumidor de cada loja, a tendência é propormos estratégias iguais para todo mundo, o que não gera eficiência e bons resultados”

HELOISA GLAD
VP de Vendas da Reckitt Benckiser

 

Esta matéria integra reportagem especial de SA Varejo sobre transformações profundas, quebra de paradigmas e evoluções no varejo na pandemia que permanecerão gerando impactos. Clique nos links para conferir todos os textos: 

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Consumo sem sair de casa continua forte

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