Conheça 4 categorias que crescem e possuem altas margens

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Tatiane Pamboukian - tatiane.pamboukian@savarejo.com.br -

Saiba como trabalhá-las para aumentar sua rentabilidade, fidelizar clientes e sair na frente da concorrência

Plant-based, protein, óleos nobres e produtos para desinfecção. Essas categorias representam uma possibilidade concreta de atrair mais consumidores para as lojas e de elevar o tíquete médio daqueles que já as frequentam. E as vantagens não param por aí:

  • A categoria que mais cresce, plant-based, sobe 11% ano a ano, segundo a Euromonitor , e deve quintuplicar até o final desta década, conforme prevê relatório recente da Bloomberg Intelligence
  • A depender da estratégia de cada varejista, a margem pode chegar a ser até três vezes maior
  • Em comum, esses produtos têm o apelo à saudabilidade e ao bem-estar, segmentos cujo consumo não para de crescer
  • Justamente por isso, ajudam a atrair novos consumidores e a fidelizar quem busca tais itens
  • Com o avanço das vendas em função da maior procura, os custos de produção são diluídos, o que tende a reduzir o preço dos produtos, os quais começam a chegar na classe C

Fotos: Álvaro Villela / Freepik

Para Bia Cavalcante, consultora e fundadora da Shoppermkt Group , mais que preço, um grande limitador desses produtos de alto valor agregado é a falta de informação sobre seus benefícios. “Essas categorias têm, geralmente, um processo de compra mais demorado. Por isso, é preciso estimular o consumo com uma comunicação adequada, aumentando a rentabilidade e o gasto médio nas lojas”, ressalta a especialista em shopper marketing e experiência de compras.

Acompanhe a seguir os principais números e recomendações de como trabalhar essas 4 categorias

Estratégias que você pode adotar nessas categorias

Avalie as recomendações abaixo dos especialistas, entendendo o que se encaixa no seu posicionamento e proposta de valor ao consumidor, no perfil do seu público, na sua localização e no tipo de concorrência que você tem ao seu redor. A estratégia pode (e deve) ser desenhada junto com seus fornecedores, mas, em geral, temos dois possíveis cenários:

  • Trabalhar com uma margem maior, já que são produtos cuja qualidade pesa mais ao consumidor do que o preço, ajudando a compor a lucratividade da empresa
  • Reduzir a margem, sem prejudicar o posicionamento das marcas e produtos, e elevar o volume e o faturamento, o que tende a aumentar a margem bruta em valor

Plant-Based

Ao contrário do que pode parecer, a demanda por produtos à base de vegetais e sem a participação de ingredientes de origem animal não é restrita apenas aos vegetarianos e veganos. Esse mercado é movimentado por um público abrangente, em busca de uma alimentação saudável, com uma dieta que mescla fontes de proteínas animal e vegetal, que estão presentes nas lojas.

46% dos brasileiros com mais de 35 anos pararam de consumir carne por conta própria ao menos uma vez por semana, e 32% já escolhem opções veganas, diz estudo do IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), feito a pedido da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira)

67% dos consumidores brasileiros declararam que compram hambúrgueres à base de plantas para melhorar a saúde, de acordo com pesquisa da Kerry, realizada em 2022

300% mais buscas pelo termo “vegano” foram registradas entre 2016 e 2021 no Brasil pelo Google Trends

53% dos brasileiros* têm interesse em utilizar produtos de beleza e cuidados que sejam naturais

28% dos consumidores* afirmam que é difícil encontrar produtos veganos e naturais nas lojas que frequentam

* Dados da Mintel (Hábitos do Consumidor de Produtos de Beleza – Brasil)

O mercado é tão promissor que empresas líderes em proteína animal, de olho nessa demanda, investem em carnes vegetais. É o caso de Incrível, que surgiu como um produto da linha Seara Gourmet em 2019 e agora se consagra como marca independente. Já a Marfrig, em uma joint venture com a ADM, criou, no ano passado, a Plant Plus Foods. Outras indústrias já nascem com essa proposta em seu DNA, a exemplo da Yamo e da Vida Veg, que oferecem alternativas ao leite animal. E a tendência vai além da alimentação, incluindo também cosméticos. A Flora, por exemplo, aposta em linhas veganas para suas marcas, como Francis e Neutrox.

Mercado plant-based começa a ser mais acessível

Cresce 150% as vendas de plant-based no Pão de Açúcar

Não atender a demanda por alternativos ao leite animal pode trazer prejuízos

Mercado de cosméticos veganos ou naturais cresceu 50% nos últimos anos

 

Protein

Produtos com proteína concentrada devem crescer 50% até 2026

 

Óleos nobres

Óleos nobres crescem 55% em valor e 34% em volume

 

Desinfecção

Margem dos desinfetantes seguros chega a ser três vezes maior que dos desinfetantes básicos

 

Matéria publicada originalmente na revista SA Varejo de julho/2022

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