Aumento de preços se torna mais um desafio para o varejo durante a quarentena

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Por Fernando Salles -

Empresários têm reportado a SA Varejo aumentos superiores a 50%, em alguns casos

Aumentos significativos nos preços de alguns produtos básicos têm sido reportados a SA Varejo por supermercadistas de todo o Brasil. Em muitos casos, reclamações de consumidores se tornaram mais um problema a ser resolvido em meio a tanto acúmulo de trabalho com as vendas aquecidas por conta da preocupação dos brasileiros com a pandemia. 

Uma das manifestações oficiais a respeito dos aumentos veio do Sicomércio, que citou em comunicado o "efeito cascata" gerado pela alta repentina nas vendas. Com base em informações de consultores, fornecedores e varejistas, SA Varejo foi entender as razões para os reajustes observados nas últimas semanas em cinco categorias amplamente consumidas no Brasil.

Leite Longa Vida

De acordo com consultorias e associações do setor, a produção vinha em queda desde dezembro, aumentando os valores pagos pelas indústrias aos produtores. Com a alta súbita da demanda, a busca pela matéria-prima cresceu ainda mais, pressionando custos e disparando os preços ao consumidor. Dados do Sicomércio apontam que os preços subiram 54% nas últimas semanas. 

Feijão

O item básico na mesa dos brasileiros está 67% mais salgado, segundo o Sicomércio. Resultado de dois fatores conjuntos: crescimento expressivo da demanda nos últimos 10 dias e problemas com quebra de safra que já vinham ocorrendo no campo. 

Alho

Com forte dependência das importações – sobretudo da Argentina –, o produto registra aumento de preços desde a disparada do dólar, cotado neste momento acima dos R$ 5. Restrições nas fronteiras, em razão da pandemia de Covid-19, também influencia os valores. Dados do Sicomércio apontam que, em menos de 10 dias, a alta o foi de 45%.

Batata

O produto teve o maior reajuste entre os citados pelo Sicomércio, de 90%, associado à menor safra e a um período de muita chuva, que reduziu a oferta. Como nos demais casos, a maior procura em função da quarentena puxou para cima os valores praticados na ponta, como explica a Produce Marketing Association

Ovos

Essa proteína também apresenta movimento de alta. Desde o começo de março, subiu 12% nas granjas paulistas. De acordo com a Scot Consultoria , isso acontece, principalmente, em decorrência da pandemia.

Indústria tem ajudado

Apesar dos problemas no início da cadeia, uma boa notícia é que muitas indústrias têm evitado reajustar seus produtos neste momento, inclusive absorvendo custos de insumos dolarizados.   

O que fazer no seu supermercado?

Uma iniciativa para evitar desgaste na imagem junto aos clientes é usar a comunicação visual nas seções dos produtos com aumentos mais expressivos para avisar que houve forte reajuste por parte dos produtores das matérias-primas e também devido ao maior consumo e estocagem que muitos consumidores estão fazendo. Pode ser uma deixa também para esclarecer a importância do consumo consciente neste momento.  

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