Aparência e preço determinam consumo de produtos orgânicos

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Reportagem SA Varejo -

Pesquisa mostra que 89% dos entrevistados acham necessário o selo de identificação, que permite a rastreabilidade do produto

Foto: istock

Pesquisa realizada pela Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), em parceria com a Brain, intitulada “Panorama do consumo de orgânicos no Brasil 2021”, mostra que os consumidores de produtos orgânicos consideram os preços altos, mas pretendem manter o consumo. Além disso, eles querem produtos confiáveis e com selo de garantia.

A pesquisa ouviu 987 pessoas entre os dias 15 de setembro e 5 de outubro. De acordo com o sócio fundador da Brain, Marcos Kahtalian, os resultados são muito relevantes estrategicamente para as empresas, pois eles apresentam uma tendência de crescimento, mesmo em um momento econômico adverso, por conta da pandemia do Covid-19. Nesse mercado há grandes empresas, nacionais e multinacionais, que aparecem na pesquisa: além da Korin estão Mãe Terra, Sadia, União, Seara, Native, Jasmine, Vitao e Nestlé, entre outras.

De acordo com o levantamento, 89% dos entrevistados fazem questão do selo de identificação que possibilita a rastreabilidade do produto.  Além disso, 31% relacionam os orgânicos a alimentos saudáveis e naturais, 29% relacionam a frutas, verduras e legumes, e 15% a saúde. Outro ponto relevante é que 43% dos respondentes afirmaram que a aparência do produto e o preço (41%) são critérios que determinam a escolha de produtos orgânicos.

Outra percepção, a de que orgânicos são frutas, verduras e legumes, está diretamente ligada ao mix de produtos encontrados nos pontos de vendas. A variedade é bastante grande, mas ainda não se encontra muitas opções em proteína orgânica animal, como carnes, leite e laticínios. A marca Korin é uma das poucas do setor. É mais fácil encontrar açaí e acerola, entre outras frutas; açúcar, adoçante, álcool, antepastos, barrinhas, sucos, bebidas de grãos processados, óleos e até “leites” e “manteigas”, mas de base vegetal.

Kahtalian destaca três grandes desafios que o setor de orgânicos deve manter em sua pauta e que são oportunidades de negócios. São eles, segundo o executivo: ampliar a produção em si e ampliar a diversidade de produtos, ampliar a distribuição e maior conhecimento deste segmento para os consumidores, e tornar o preço mais acessível para estimular o consumo.

Aumentar a oferta de produtos contribuiria para a queda dos preços, um dos temas em que a pesquisa se debruça ao buscar cenários para os consumidores de orgânicos e para os consumidores de produtos não orgânicos. Entre os entrevistados, 79% acham os produtos caros. No entanto, 71% afirmam que a diferença de preços nos produtos orgânicos é justificada, sendo 18% por não utilizar agrotóxicos, 16% porque a qualidade do produto é superior e 10% por considerar o processo de cultivo mais complicado.

 Atualmente, o valor médio mensal gasto em produtos orgânicos é de até R$ 200 para 68% dos consumidores; de R$ 201 até R$ 350 para 15% dos consumidores e 17% gastam acima de R$ 350.  “A saída passa pelo crescimento da oferta e, claro, com o crescimento e popularização do conceito de orgânicos”, afirma Kahtalian.

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Fonte: Forbes

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