Três dicas para evitar roubo de cargas

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Por Redação SA Varejo -

Saiba como minimizar riscos de assaltos a centros de distribuição e durante trajeto das entregas

Em julho deste ano, o centro de distribuição do Carrefour no Rio de Janeiro foi assaltado pela terceira vez. No dia 17 deste mês, o terminal de cargas do aeroporto de Viracopos, em Campinas, foi invadido por bandidos. Não bastasse, 48 horas depois um crime com as mesmas características foi cometido no aeroporto do Galeão. Esses três casos de grande repercussão exemplificam os riscos de assaltos aos quais estão expostas empresas que movimentam grandes volumes de carga. Cobrar ações do poder público é fundamental, mas diante dessa realidade também é preciso desenvolver ações preventivas.

Ricardo Hoerde, CEO da Diálogo Logística , lembra que novas tecnologias podem ajudar nesse trabalho, no entanto um bom plano de gerenciamento de riscos precisa agregar outros fatores. Confira três ponto fundamentais, de acordo com o especialista da empresa que realiza entregas de itens leves nas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil:

Prevenção

Prevenção é um trabalho fundamental e consiste em educação e treinamento constante por parte dos operadores logísticos. Isso passa, segundo Hoerde, pela definição de políticas rigorosas, desde a seleção dos fornecedores e funcionários até procedimentos internos para não haver descuido ou vulnerabilidades do processo, evitando assim furtos e roubos.

Essa cautela deve estar presente em todas as áreas, pois existem quadrilhas que atuam comprando informações estratégicas de dentro das empresas. "Restringir informações sobre entrada e saída de mercadoria somente para os atores fundamentais é uma dica para evitar incidentes em centros de distribuição", recomenda o CEO da Diálogo Logística, complementando que algumas empresas já oferecem aos colaboradores cursos de finanças pessoais, pois detectaram que as pessoas endividadas ficam mais vulneráveis a ofertas de criminosos

Gerenciadora de Riscos

Outra decisão importante é a de contratar uma empresa gerenciadora de riscos. Elas são especialistas em monitorar todas as etapas da operação logística e fazer com que o Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) seja seguido à risca. "O especialista na área de prevenção monta a estratégia, os controles, oferece treinamento para os funcionários, divulga, reforça a política e monitora todo o time, inclusive os terceirizados. Esse acompanhamento é diário para garantir que tudo esteja sempre alinhado conforme a estratégia", explica Ricardo Hoerde. Estes planos são muito rigorosos e detalhados, sendo adaptados de acordo com o grau de exigência da carga, como valor, local de entrega e atuação. Para cada região existe um nível de exigência e, mesmo dentro da mesma região, cada bairro, por exemplo, pode ter suas particularidades. 

Investimento em tecnologia

Além de minimizar os riscos, tecnologias embarcadas ajudam a localizar mercadorias em casos de sinistros, a bloquear veículos em situações de roubos, entre outros benefícios. "Na Diálogo, conseguimos reduzir muito a taxa de sinistros em função destes investimentos", destaca o CEO da empresa de logística. 

Outra recomendação do executivo é que toda a rede envolvida nas etapas do processo, desde a coleta até a entrega, deve ser constantemente capacitada e acompanhada de perto, para conseguir entregar as mercadorias com menor risco. 

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