Saiba elevar o giro dos perecíveis na sua loja

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Por Alessandra Morita - Patrícia Büll -

Resfriados e congelados apresentam grandes oportunidades e desafios. Conheça ações práticas para obter melhores resultados com produtos desses segmentos

Por um lado os perecíveis congelados e resfriados oferecem grandes oportunidades, pois atendem necesisidades do consumidor, como praticidade e conveniência. Por outro lado, há desafios, a exemplo dos índices de perdas, que muitas vezes, são frutos da gestão ineficiente de compras e estoque.

Visual caprichado
Equipamentos modernos que atraiam a atenção do cliente elevam o fluxo de pessoas na seção

62,2 bilhões de reais
movimentação anual dos perecíveis industrializados no varejo alimentar

25,1% margem bruta
media dos produtos lácteos

26,5% margem bruta
media dos produtos congelados/ resfriados

Fonte: Pesquisa Maiores Varejistas

Consumidor Mudou

Como ocorre com outros produtos, as exigências do cliente mudam rapidamente entre os perecíveis industrializados. Mas há caminhos que o varejo pode adotar para elevar o giro de categorias dessa seção, aumentando assim o faturamento e também a margem de lucro.

QUEIJOS: CONSUMO AMPLO

A categoria é formada por diversos segmentos, como especiais, para espalhar e fatiados, entre outros. Para o Laticínios Porto Alegre , o mais importante é contar com uma boa organização dos produtos.

“O ideal é agrupar por atributos. Dessa forma, a loja facilita a decisão de compra pelo shopper e apresenta o mix completo”, Mariana Alves Diniz, diretora de marketing do Laticínios Porto Alegre .

02 pontos de atenção na categoria

Cresce o número de consumidores veganos na categoria, bem como de pessoas que têm hábitos mais saudáveis para incentivar a compra, a recomendação é, sempre que possível, realizar ações como Festival do Queijo, que acaba impulsionando também as vendas de outras categorias, como vinhos, geleias, etc.

HAMBÚRGUER VEGETAL E ITENS SAUDÁVEIS

“Ao incluir uma categoria nova e que atende consumidores preocupados com a saúde, o varejista deve acompanhar o giro para saber se convém ampliar o espaço desses produtos na loja”, Washington Rodrigues, gestor da FAAP/SJC.

A exemplo de outras seções, também nos perecíveis industrializados é importante estar atento à inclusão de novas categorias, especialmente as que têm apelo à saudabilidade. Para Washington Rodrigues, gestor da FAAP/SJC (Faculdade Armando Alvares Penteado), de São José dos Campos (SP), é o caso, por exemplo, dos hambúrgueres vegetais. Ele sugere ao varejista destinar 20% do espaço da gôndola para testar esses produtos. Fornecedora desse segmento, a Superbom conta com 18 opções de congelados que são alternativas à carne. Para David Oliveira, diretor de categoria da empresa, o consumidor está mais exigente. E isso tem impulsionado as indústrias a apresentar alternativas que sejam não apenas saudáveis como também sustentáveis, além de ter um sabor similar ao da proteína animal.

20% crescimento em valor da categoria segundo a Superbom

30 milhões de consumidores flexitarianos, veganos e vegetarianos no Brasil

16 a 25 reais preço médio atual da categoria de hambúrguer vegetal no Brasil

Fonte: Seara – entrevista ao Portal SA Varejo em 05/11/2019

 

PRATOS REFRIGERADOS EM DESENVOLVIMENTO

De pizzas a sanduíches, a categoria ainda tem muito a se desenvolver no varejo. A exemplo dos alimentos congelados, a praticidade é um dos principais atributos para o consumidor. Mas não apenas isso. Inovação é um aspecto cada vez mais valorizado na categoria. “Preço justo com qualidade e refeições que podem substituir a ida ao restaurante têm atraído as pessoas para esses produtos”, avalia Anne-Charlotte Gouraud, vice-presidente da Sodebo Brasil . A executiva lembra que a categoria ainda necessita de visibilidade nas lojas. “Em mercados como o da França, os refrigerados têm o mesmo peso e espaço que os congelados, o que nos mostra o desafio e as oportunidades que temos”, explica. Anne-Charlotte lembra que trabalhar esses itens na área de grab and go, como começa a acontecer no Brasil, ajuda a incentivar a compra.

60% dos brasileiros consomem refeições prontas

30% das pessoas adquirem esses produtos na América Latina

Fonte: Kantar

 

IOGURTES: QUASE R$ 2 BILHÕES

Essa é a cifra que a categoria movimenta anualmente, segundo fornecedores com base em dados da Nilsen . Embora haja grandes desafios para os fabricantes, esse mercado está em plena transformação. A Danone , por exemplo, alterou todos os 180 SKUs do portfólio e lançou, num espaço de 12 meses, 90 itens alinhados às novas tendências de alimentação. Outra empresa que atua nesse mercado é a mineira Trevo. Com negócios concentrados em MG, ES e interior do RJ, a companhia colocou no mercado 40 produtos da linha Apreciare com foco na funcionalidade. “O consumidor busca opções saudáveis que possam ser usadas em refeições rápidas ao longo do dia”, comenta Kléber Malta, gerente nacional de vendas da Trevo, que está expandindo sua atuação para o Centro-Oeste e o Nordeste, especialmente a Bahia. Tudo isso levou a empresa a um crescimento de 6% no volume, que também teve influência do desenvolvimento de embalagens maiores para o cash & carry.

Esses produtos respondem por 13% a 15% do faturamento total de uma loja. mas, segundo a  Trevo Alimentos , o espaço não corresponde ao giro da categoria

0,1% variação em volume da categoria total no Brasil (jan/2019 a maio/2019 x igual período de 2018)

2,9% variação em valor da categoria total no Brasil (jan/2019 a maio/2019 x igual período de 2018)

 

BATATA CONGELADA: PRATICIDADE E SABOR

São esses dois atributos que o consumidor mais valoriza na categoria. “Os consumidores estão abertos a experimentar novos alimentos e testar novos preparos”, pontua Victoria Gabrielli, diretora de marketing da McCain Brasil . Por conta disso, ela acredita que, no ponto de venda, uma exposição que agrupa o produto com outros consumidos na mesma ocasião ajuda a alavancar as vendas. Batata congelada com hambúrguer, por exemplo, gera aumento no consumo. Outra boa combinação é com molhos ou bebidas compradas para festas ou encontros em casa.

33% presença nos lares brasileiros, contra 67% da batata in natura

14% crescimento anual em volume no autosserviço alimentar

50 maior mercado Posição do Brasil em mercado global

“Muitos consumidores estão optando por produtos preparados no forno em vez dos fritos, além de preferir o preparo no airfryer”, observa Victoria Gabrielli, diretora de marketing da McCain Brasil.

 

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