Comparamos a rede Costco com o atacarejo brasileiro

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Reportagem SA Varejo -

Entenda por que o cash & carry no Brasil consegue operar com um sortimento maior, mantendo mesmo nível de custo da companhia norte-americana

Com um faturamento anual de US$ 149 bilhões e mais de 785 unidades, a Costco atua nos EUA, Canadá, México, Porto Rico, Austrália, Japão, entre outros países. A companhia serve de inspiração para muitas redes de atacarejo do Brasil, embora atue num modelo de clube de compras, em que é necessário ser associado para adquirir produtos em suas filiais.

SEM CUSTO DE PESSOAS PARA REPOSIÇÃO
A rede recebe os produtos em paletes fechados, que vão direto para a área de vendas

A Costco vem acumulando crescimento de vendas trimestre a trimestre, assim como o cash & carry brasileiro. No acumulado de janeiro a 3 de maio deste ano, sua receita cresceu 7,8% sobre igual período do ano passado. A seguir, entenda alguns indicadores operacionais da empresa global e compare com o atacarejo daqui.

Vendas

7,8% de aumento entre janeiro e maio de 2020

Sortimento

3500 SKUS são operados pela Costco aproximadamente, contra 9.000 dos atacarejos brasileiros. Lá, boa parte do mix é formada por packs ou por embalagens maiores (mais econômicas). É possível encontrar nessa versão até itens mais sofisticados, como cremes para o corpo e o rosto

Custo Operacional

Gira em torno de 9% Nível semelhante ao daqui

Por que o cash & carry no Brasil consegue operar com um sortimento maior, mantendo nível igual de custo ao da Costco, que trabalha com bem menos itens?

Belmiro Gomes, presidente do Assaí , explicou os motivos em sua participação no 9º Webinar transmitido ao vivo por SA Varejo no dia 4 de junho no YouTube e no Zoom. Segundo ele, a mão de obra no Brasil é mais barata, amortizando o custo de reposição nas lojas. Além disso, há o apoio de promotores da indústria para abastecimento de produtos. Já nos EUA, a despesa com pessoas é maior, o que fez a Costco adotar a estratégia de receber as mercadorias em paletes fechados, que vão direto para a área de vendas, sem necessidade de ter pessoas para o reabastecimento. Por outro lado, o valor do aluguel por lá favorece o formato. Para uma loja de 10.000 m2 de área construída e faturamento de R$ 90 milhões, fica em torno de R$ 180 mil. No Brasil, seria R$ 900 mil, inviável para o modelo.

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