Quase 90 lojas novas e cerca de R$ 5 bilhões de investimento movimentam varejo alimentar

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Reportagem SA Varejo -

Cenário é resultado das aquisições e conversões das redes Assaí, Carrefour e GPA. Saiba quais são as obras em andamento e projetos até 2023

Foto: Stock Adobe

O varejo nunca passou por tanta troca de marca das lojas como agora. O movimento é liderado por Assaí Atacadista, Carrefour e GPA . Nos próximos cinco meses, quase 90 lojas dessas três redes serão convertidas, totalizando investimentos de R$ 4,2 bilhões a R$ 5,35 bilhões, ao considerar piso e teto projetado em 2022 e 2023. O valor máximo estimado corresponde a quase duas vezes o total investido no ano passado no país pelo grupo Carrefour, a maior varejista da América Latina.

Só o Assaí tem uma equipe de 12 mil pessoas envolvidas no projeto. Estima-se que, nas áreas em obras nas unidades, há entre 200 e 400 pessoas trabalhando, com gastos de R$ 8 milhões a R$ 45 milhões por conversão. Isso representa até metade do custo para abrir uma loja nova (sem incluir terreno).

Desde o fim de julho até dezembro, serão cerca 40 conversões de Extra para Assaí, 12 pontos do Extra para as redes do GPA e 37 do Grupo Big (ex-Walmart) para bandeiras do Carrefour (a cadeia comprou o Big em março de 2021). Neste último caso, o cálculo se baseia em projeção do Carrefour de que, para este ano, serão abertas 30% das 124 unidades totais do Big a serem reformadas.

Também está previsto um lote de migrações para 2023. Ao se considerar as reformas em 2022 e no ano que vem, serão 218 pontos sendo trocados pelas três varejistas - o GPA deve finalizar as trocas em 2022. Para este ano, devem ocorrer mais conversões em menor espaço de tempo do que em 2023. Sobram para o ano que vem 117 conversões até dezembro. Já em 2022, as 89 trocas equivalem a uma abertura a cada dois dias após julho. 

De acordo com João Soares, analista do Citi, o mercado está olhando atentamente as conversões nas três empresas, apesar de serem desafios diferentes. A questão, segundo ele, é o quanto isso gera de aumento de volume, de escala e se efetivamente vai melhorar eficiência e produtividade. 

Executivos e analistas são unânimes ao avaliar que, apesar da complexidade do plano pelo alto volume de obras simultâneas, e por obrigar as empresas a dividir o foco das equipes nos projetos, é menos arriscado do que levantar uma loja do zero. Nos locais já há estrutura prévia, como energia, drenagem de água e área de acesso das carretas, por exemplo. Por isso, chegam a custar até 50% o valor de uma loja nova. E as conversões ainda atingem todo o potencial do ponto em prazos mais curtos.

De acordo com Belmiro Gomes, CEO do Assaí, os pontos do Extra já convertidos, até 2020, tiveram vendas três vezes superiores ao apurado em loja tradicional, e a margem de lucro antes de juros, impostos e amortização cresceu 1,5 ponto.

“São localizações excepcionais. Das 70 lojas que compramos, 63 estão em capitais e regiões metropolitanas de alto fluxo. A conta tem que ser feita considerando que não há nada assim à venda hoje”, diz Gomes. Há 48 obras em andamento no Assaí hoje e duas unidades do lote de 70 foram abertas.
No Carrefour, que começou em junho com o seu plano de integração com o Big, serão investidos R$ 1,9 bilhão nas 124 reformas, média de R$ 15 milhões por ponto.

O Carrefour tem obras em 16 lojas do Big, a serem transformadas em Atacadão (13) e Carrefour (3) numa primeira fase. “Entre agosto e outubro as unidades que viram Atacadão vão fechando e reabrem entre novembro e dezembro”, disse David Murciano, vice-presidente de finanças. As lojas que migram para Carrefour ficam cinco dias fechadas em setembro e reabrem no mesmo mês.

Dos 80 hipermercados do Big, 47 viram hipermercados Carrefour até 2023. E outros 28 migram para Atacadão (além de mais 38 Maxxi Atacado, também do Grupo Big). Ou seja, há mais ponto do Big virando atacarejo. É nessa troca de hiper para atacarejo que está a maior dor de cabeça desse processo. “Os casos de ‘hiper para hiper’ são mais tranquilo de converter”, diz Manoel Araujo, diretor da consultoria Martinez de Araujo.

Araújo ressalta que toda reforma para esse formato é mais complexa pelas questões estruturais. Ele pondera ainda que, se forem sofisticar essas novas lojas, será um erro pelo risco de elevar despesas e acabar ficando com o mesmo custo de um hipermercado.

Nas conversões do GPA, a mudança em andamento envolve a transformação de 24 lojas do Extra em supermercados do Pão de Açúcar, Mercado Extra e Compre Bem. Como se tratam de “hiper” pequenos, de até 3,5 mil metros quadrados, conseguem criar um “super” grande, com estrutura maior de serviços e número maior de itens. As unidades estão sendo convertidas num modelo mais moderno, chamado de sétima geração.

As lojas convertidas em Pão de Açúcar nas últimas semanas tiveram os setores de bebidas alcoólicas, Pet e utensílios ampliados. A cafeteria (Espaço Café) passou a incorporar pratos rápidos no cardápio. Foram 12 reformas de abril a julho e serão mais 12 no terceiro trimestre. O  gasto médio por reforma será de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões, e nos outros modelos, de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões.

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Fonte: Valor Econômico

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