Comprar o Casino pode ser o melhor Plano B para o Carrefour

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Reportagem SA Varejo -

Análise é de Aimee Donnellan, especialista em varejo internacional e colunista da Reuters e do Breaking Views. Ela traçou possíveis cenários após negociação com a Couche-Tard não ter avançado

Foto: iStock

Depois de ver frustrada a possibilidade de ser adquirido ou alvo de uma fusão com a canadense Couche-Tard, o Carrefour tem como melhor plano B comprar o rival Casino. A opinião é de Aimee Donnellan, colunista de veículos como Reuters e Breaking Views , considerada especialista no mercado internacional de varejo.

Em um  artigo reproduzido pelo jornal espanhol El Pais , Aimee lembra que as ações do Carrefour permaneceram em baixa dias depois do anúncio de que não haveria acordo com os canadenses em razão das pressões exercidas pelo governo francês. Ela argumentou que a melhor opção para o CEO, Alexandre Bompard, poderia ser ele mesmo ir à compras. Nesse caso, de acordo com a análise, o alvo mais provável seria o Casino, com valor avaliado em cerca de 3 bilhões de euros e cujas lojas de conveniência urbanas lucrativas na França seriam uma combinação perfeita com os hipermercados mais afastados do centro, operados pelo Carrefour.

Desagregar o Carrefour também seria alternativa. O grupo de 13 bilhões de euros tem quatro divisões: França, Europa, uma pequena empresa asiática e uma participação de 72% na unidade latino-americana de capital aberto. Juntos, eles podem valer 23 bilhões de euros incluindo dívida, de acordo com um cálculo que avalia os negócios no Brasil a valor de mercado, na França em 30% das vendas de 2019 e na Europa e na Ásia em 45% e 50% respectivamente. Isso significa 26% a mais do que o preço atual da ação.

No entanto, Aimee Donnellan pondera que, sem o rápido crescimento dos negócios brasileiros, a unidade francesa do Carrefour, responsável por quase metade das vendas em 2019, estaria mais vulnerável à rápida expansão das lojas de desconto alemãs. Um eventual caminho para Bompard seria aumentar o volume de vendas na França, o que poderia ser feito rapidamente por meio da aquisição do Casino, um negócio que também dependeria da aprovação do governo francês.

Na análise, a colunista reconhece, porém, que Bompard pode escolher não realizar nenhum movimento de aquisição, uma vez que já se passaram os dois primeiros de um total de cinco anos do plano de recuperação do Carrefour, que deve resultar em expansão de 6,5% na margem ebitda da operação na França já em 2022, de acordo com projeção do Refinitiv.

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Fonte: El Pais

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