Loja física em SP permite interação com mercadorias vendidas em sites de e-commerce

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Por Fernando Salles -

E-Live surge como um espaço inovador para o shopper conhecer produtos de forma agradável, permitindo às lojas online maior proximidade das pessoas

Uma loja ampla, com portfólio diversificado, na qual as pessoas interagem com os produtos sem pressão para comprar. Assim é o E-Live , primeiro marketingplace colaborativo e rotativo do Brasil, que acaba de ser inaugurado no Shopping Parque da Cidade, em São Paulo, com a proposta inovadora de permitir a exposição física de produtos vendidos por sites de e-commerce.

O espaço com cerca de 800 m2 permite que centenas de produtos de lojas parceiras sejam expostos durante ciclos de 90 dias em ambientes específicos, com possibilidade de continuidade por até dois novos ciclos, totalizando prazo máximo de 9 meses. A rotatividade constante – boa parte do portfólio de marcas mudará a cada três meses – fará com que o público encontre novidades frequentes . Na primeira fase, o E-Live abre as portas nesta quinta-feira (21/11) com ambientes dedicados a parceiros como Ricardo Eletro, eÓtica, Foreo, eCadeiras e Passarela Calçados.

Além de ver de perto itens vendidos pela internet, quem passar pela loja poderá experimentar e testar os produtos. Mas o propósito do E-Live vai além, e inclui experiências interativas e imersivas. Um exemplo é a possibilidade de provar diferentes modelos de óculos sem precisar tocá-los, simplesmente observando em um espelho virtual qual deles fica melhor no seu rosto. Há ainda diversos outros recursos, como uma assistente virtual ajudando no atendimento, realidade aumentada, vitrines interativas que, após o shopper responder a algumas perguntas, recomendam o produto ideal, apenas para citar alguns exemplos. 

Após as interações, quem decidir realizar a compra só precisará escanear, por meio de seu próprio celular, o QR Code identificado no espaço de cada loja parceira. Ao fazer isso, será automaticamente direcionado à plataforma de e-commerce do próprio vendedor, sem necessidade de baixar nenhum aplicativo. A entrega do produto é feita no endereço indicado pelo cliente.

"O espírito do E-Live é unir marcas e pessoas", resume o publicitário Renato Loes, um dos sócios. "Há produtos que, antes de comprar no e-commerce, as pessoas querem experimentar, tocar, ver como fica na realidade. Temos aqui marcas corajosas e inovadoras, que compraram essa ideia porque estão buscando caminhos diferentes", completa ele, que idealizou a loja, e acredita que, além de produtos, o espaço também será utilizado, em breve, para experimentação de serviços, a exemplo de viagens.

"As pessoas querem experimentar. Comprar é consequência", define José Barral, profissional com quatro décadas de experiência no varejo alimentar e um dos sócios do E-Live. "Um dos grandes desafios do varejo é entender que o consumidor mudou. Ele não quer mais entrar na loja e ter um cara chato do lado tentando empurrar produtos", analisa. 

Modelo de Negócio

Barral explica que as lojas parceiras alugam o espaço dentro do E-Live por um preço bem inferior aos custos de uma loja própria em shopping center. Além disso, ficam responsáveis por levar os produtos que serão expostos. Já o E-Live se encarrega de disponibilizar mobiliário, expositores e outros recursos necessários.

O conceito inovador deve permitir novidades constantes. Uma das possibilidades já em análise é a disponibilização de lockers para retirada de produtos. De acordo com Barral, até mesmo o varejo alimentar pode ter espaço no E-Live, por exemplo com marcas próprias, produtos étnicos, entre diversas outras possibilidades.

Ricardo Eletro: estreia em PDV físico em São Paulo

O ambiente democrático do E-Live permite a presença de lojas focadas nos mais diversos públicos, desde startups do comércio eletrônico até players conhecidos nacionalmente, como Ricardo Eletro, que abraçou a ideia e já garantiu a presença durante dois ciclos (seis meses). Cama, eletroeletrônicos, móveis e utensílios para cozinha estão entre os produtos expostos pela varejista – alguns deles em parceria com fornecedores. "Vamos trocar tudo a cada 15 ou 20 dias", avisa Luiz Wan-Dall, CEO da Ricardo Eletro. A prateleira, na verdade, é infinita: por meio de tablets, os frequentadores do E-Live terão acesso a todo o portfólio da varejista.   

Em nova fase, a rede que no passado já teve foco exclusivo em preço, agora trabalha forte o relacionamento com os clientes, grande parte deles pertencente às classes C, D e E. "Queremos democratizar a experiência digital para o nosso público", revela o CEO da Ricardo Eletro. A própria presença no E-Live permitirá o primeiro contato direto com moradores da capital paulista, onde a rede não conta com lojas físicas –  apesar de atender a cidade via e-commerce. Segundo Wan-Dall, a iniciativa também ajudará a empresa a medir quão aplicável são os espaços multifuncionais na cidade de São Paulo.   

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