Três varejistas que vão inspirar você a inovar

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Por Lucas Marques - COO da Méliuz -

Lojas mundiais disruptivas agilizam o atendimento e reduzem custos


7Fresh: carrinhos-robôs acompanham o consumidor pela loja: comodidade futurista também mobiliza o cliente

Como vimos nos textos anteriores, o cenário brasileiro está mudando. Depois de termos conversado sobre a diferença entre TI e tecnologia , sobre como formar um time para a era digital e como criar ações a partir dos dados do cliente , vimos que, se quisermos acompanhar o mercado, precisamos agir o mais rápido possível. Neste cenário de inovações, temos empresas que identificaram esse padrão de mudança e já iniciaram seus projetos, revolucionando o mercado.

O uso de tecnologia no varejo mundial está a todo o vapor e é preciso seguir essa tendência. Não necessariamente para copiar os modelos, mas para entendê-los e adotar o que convém"

1. Homeplus

Em Seul, Coreia do Sul, a grande rede britânica Tesco atende com a bandeira Homeplus. Nesse país onde a produtividade é alta e o tempo é curto, a empresa encontrou uma solução para aumentar as vendas. Há 7 anos, criou um supermercado virtual no metrô de Seul, no qual os consumidores podem fazer compras. As estações contam com painéis luminosos que apresentam os produtos disponíveis e seus respectivos QR code. Para fazer as compras, o cliente escaneia o código no aplicativo da Homeplus e adiciona a mercadoria ao “seu” carrinho virtual. Finaliza então o pedido, e os produtos são entregues em casa. Segunda a Tesco, em três meses, o app teve mais de 1 milhão de downloads, o número de cadastros aumentou 76% e as vendas cresceram 130%.

2. Hema e 7Fresh

A China, país mais populoso do mundo, com mais de 1,4 bilhão de pessoas, teve que se reinventar para conseguir atender os consumidores. O país, que possui a economia que mais cresce no mundo, tendo formado 2 bilionários por semana em 2017, usa e abusa da tecnologia para conseguir atender a todos. Um exemplo é a rede Hema, recém-batizada de Freshippo, do grupo Alibaba . Ela associa bom atendimento tradicional à compra virtual dentro da loja. O cliente acessa o aplicativo da empresa, vai fazendo as compras, finaliza, paga e retira tudo ao deixar o estabelecimento. As mercadorias são separadas rapidamente, empacotadas e transportadas até a saída por uma esteira aérea.

Outro bom exemplo chinês é o da rede 7Fresh. Ela foi a primeira a utilizar carrinhos de compra robôs que seguem os consumidores pela loja. Pode parecer bobagem, mas um segmento em que todos fornecem produtos similares, qualquer diferenciação pode atrair mais consumidores, encantá-los e fidelizá-los.

3. Amazon Go

Como já sabemos, a Amazon é a maior varejista do mundo. Investiu pesado em tecnologia desde seu início, superou rapidamente o Walmart e hoje não para de crescer. Normalmente, associamos a Amazon ao mercado eletrônico, mas seu último projeto foi desenvolvido para o mundo físico – a Amazon Go , uma loja de conveniência sem nenhum caixa e nenhum funcionário. Para comprar na loja, basta entrar, pegar o produto e sair. Tudo é registrado por inteligência artificial e o pagamento é viabilizado por aplicativo. Parece inacreditável, mas o sistema é um dos mais seguros, mesmo sem equipe de segurança para evitar furtos, consumo na loja ou desordem. A estrutura física dos estabelecimentos é sustentada por muita tecnologia. Ao entrar, o consumidor se identifica pelo celular em uma catraca. Ao pegar um produto, as câmeras do local identificam a mercadoria e a adicionam automaticamente à lista virtual de compras. Ao sair, a conta cai no cartão de crédito. Simples assim.

Rapidez e praticidade: tudo o que os consumidores do século 21 buscam, concentrados em um só lugar. A rede tem 6 unidades nos Estados Unidos. A Amazon afirma ter criado este projeto ao se fazer duas perguntas: e se pudéssemos criar uma experiência de compra no varejo físico sem pagamento no caixa? E se usássemos machine learning para desenvolver um atendimento no qual os consumidores pudessem simplesmente pegar seus produtos e ir embora? As respostas resultaram nesses modelos, que podem ainda não fazer sentido no Brasil, mas apontam rumos nesse novo mundo. 

*Lucas Marques, COO do Méliuz , é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, trabalhou na Ambev por três anos, atua na Fundação D. Cabral 

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