Segurança alimentar agora requer outro patamar

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Reportagem SA Varejo -

Para especialista, será preciso treinar sistematicamente os funcionários para uma boa execução e cobrar com maior firmeza o uso dos equipamentos e acessórios de proteção pessoal e sanitária

Crenças, desatinos, ameaças imaginárias, ou não, o risco do contágio e o medo da contaminação estão entre os saldos dessa pandemia. “Considerando a ótica do shopper, os cuidados com higiene, limpeza e segurança alimentar passam a ser palavras de ordem”, diz Fatima Merlin, da consultoria Connect Shopper . “A preocupação do cliente está se intensificando e assim continuará quando a loja física voltar à carga”, acredita a consultora.

Segundo a especialista, não bastará manter ou resgatar as práticas corretas de manuseio de perecíveis, por exemplo. Será preciso treinar sistematicamente os funcionários para uma boa execução e cobrar com maior firmeza o uso dos equipamentos e acessórios de proteção pessoal e sanitária. O mesmo grau de exigência deverá se estender aos fornecedores de pães, hortifrútis e outros perecíveis.

“O varejista terá ainda de comunicar com maior ênfase tudo o que faz pela segurança alimentar: tanto por meio de uma comunicação intensiva na loja como nas redes sociais e e-commerce”, comenta Fatima. “É bom lembrar que as empresas continuarão sob fogo cruzado da concorrência”, acrescenta.

Algumas sugestões
Mostre ao seu consumidor em fotos e vídeos curtos o que sua loja faz. Divulgue em todos os canais

  • Descarregar preferencialmente os perecíveis, obedecendo à legislação sanitária para evitar contaminação cruzada
  • Armazenar carnes em ambiente com piso, parede e teto de material liso, lavável e impermeável, instalar portas com fechamento automático, além de telas em janelas e aberturas. Respeitar a capacidade de armazenamento das câmaras frigoríficas e manter a temperatura controlada. Estrados, tábuas de corte e outros materiais devem ser lavados todos os dias
  • Produção de itens de padaria, confeitaria, rotisseria, além de processamento de peixes e de frios porcionados ou fatiados pedem áreas exclusivas, cada qual obedecendo à legislação vigente sobre tipo de instalação, preparo, manuseio e distribuição nas lojas
  • Mais pias para lavagem das mãos dos funcionários devem ser instaladas e transformadas em rotina de trabalho
  • Papel-toalha para enxugar as mãos e máscaras também deverão estar disponíveis e ter seu uso supervisionado

Confira depoimentos de consumidoras que exemplificam a preocupação que sua loja deve ter com segurança alimentar:

“Desconfio até dos pãezinhos frescos. Me pergunto se as cestas que trazem os produtos para o balcão são higienizadas e se os pães saem do forno e ficam expostos a insetos?”, Beatriz Camargo, 60 anos, professora aposentada, São Paulo (SP)
“Fui ao supermercado comprar frango congelado e vi que as portas da geladeira estavam transpiradas. Alguém me disse que isso acontece quando a loja desliga os refrigeradores. Será verdade? Será que essa carne está contaminada?”, Antonia Velasques, 40 anos, gerente de uma seguradora, Belo Horizonte (MG)
“Toda vez que recebo as verduras em casa me pergunto: por quantas mãos essas verduras frescas passaram? Em que tipo de bancadas elas foram separadas?” Gisele Tabosa, 33 anos, professora de inglês, Maceió (AL)
“Eu sei que a Covid não tem nada a ver com alimentação, mas agora estou em estado de alerta: será que a peixaria do supermercado congela e manuseia direitinho?”, Adriana Matoso, 38 anos, mãe de duas crianças, dona de uma papelaria, Campinas (SP)

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