Dez ideias da África do Sul para sua loja

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Fernando Salles - redacao@savarejo.com.br -

Confira bons exemplos de execução das redes Pick n Pay e Woolworths

Antes de a pandemia fechar as fronteiras, a reportagem de SA Varejo percorreu supermercados de três cidades da África do Sul: Johannesburgo, Franschhoek e Cape Town (Cidade do Cabo)

De lá, trouxemos boas ideias que podem valer também no seu supermercado. Os exemplos são da rede sul-africana Pick n Pay , focada em preços competitivos, e de filiais da Woolworths , cadeia de perfil gourmet cuja sede fica na Austrália. A maioria pode ser replicada a qualquer momento, outras farão mais sentido pós-Covid-19. Confira:

1 - Um lado para elas, outro para eles
No setor de cosméticos e itens de higiene pessoal, os supermercados sul-africanos adotam clara separação entre gôndolas com produtos masculinos e aquelas com SKUs femininos, sempre com a divisão destacada na comunicação visual. Além de garantir boa organização, facilita para cada shopper interagir com um sortimento de seu interesse.

2- Garantia de preço
Na rede de supermercados Pick n Pay, quando o cliente não encontra um produto anunciado em promoção, recebe uma garantia de que não será prejudicado pela ruptura. Basta ir até o balcão de informações para receber o “rain check”, um voucher que garante o valor promocional daquele item na próxima visita à loja feita em 30 dias.

3- Autonomia na degustação
Com essa solução simples, a rede Woolworths, de perfil gourmet, consegue promover degustações sem depender de um promotor da indústria nem deslocar um funcionário para a função. E a lixeira fica acoplada, garantindo a limpeza da área.

4- Chocolate artesanal
Apesar de vender diversas marcas de chocolate industrializado, o Woolworths leva a experiência das lojas especializadas para seus pontos de venda. Em parceria com a marca artesanal De Villiers, disponibiliza de forma contínua um espaço com cara de chocolateria, repleto de bombons finos e opções de caixas para presente. Uma profissional presta atendimento diferenciado aos clientes.

5- Exposição de passagem
Era um espaço morto do imóvel. Um corredor de passagem entre a entrada e o principal salão da loja. Mas a equipe do Woolworths da cidadezinha de Franschhoek criou prateleiras na parede e expôs produtos premium, como vinagre balsâmico, crostinis, molhos para salada e pimentas especiais. Os mesmos itens estão em outras gôndolas, mas a exposição ali estimula a compra por impulso de itens de boa margem.

6- Teste de cosméticos
Muitas brasileiras – e brasileiros também – adoram comprar cosméticos nos free shops de aeroportos. Além da variedade e dos preços vantajosos (ao menos em épocas de dólar sob controle), outra razão é a possibilidade de testar os produtos. Em algumas lojas, o Woolworths replicou essa experiência. As consumidoras podem provar cremes, sabonetes líquidos e alguns itens de cuidados com o cabelo sem serem incomodadas. As embalagens dos testadores estão identificadas e há uma pia para lavar as mãos.

7- Sacos de batata
Ao comprar, o shopper do Woolworths é incentivado a embalar as batatas em um saco de juta reutilizável, que vem com instruções de lavagem. Facilita para o cliente carregar e inibe o consumo de plástico.

8- Ilha do estilo de vida
Na cidade de Johannesburgo, grande parte da população das classes média e alta vive em amplos condomínios de casas. Para esse público, fim de semana, principalmente domingo, é o momento de curtir sua residência com a família e de aproveitar o espaço ao ar livre do qual dispõe. Essa ilha de produtos, montada por uma das lojas da rede Pick n Pay, reúne diversos itens presentes nesse estilo de vida, como utensílios para churrasco, bolas de rugby – esporte muito popular por lá –, cadeiras para ambiente externo, snacks, bebidas e copos.

9- Vinhos gelados na própria seção
A África do Sul tem regras rígidas para compra e consumo de bebidas alcoólicas. Aos supermercados, a legislação permite apenas a venda de vinhos, e com limite de horário – demais bebidas têm comercialização restrita a lojas especializadas. Dentro dessas regras, o setor de vinhos das principais redes supermercadistas costuma ter um layout que permite isolamento nos horários de proibição. Mas nada disso tira a atratividade da adega. Pelo contrário, o varejo alimentar sul-africano capricha na ambientação e prioriza os vinhos produzidos no país. Um detalhe interessante é que as geladeiras exclusivas para rosés, brancos e espumantes ficam dentro da própria seção, incentivando a compra por impulso.

10- Respeito aos animais
A quantidade de pessoas preocupadas com o bem-estar animal não para de crescer. Então, por que não destacar os alimentos produzidos com essa preocupação se o seu público tem esse perfil? O exemplo é de uma gôndola que deixa bem claro: o Woolworths só vende ovos de galinhas criadas em liberdade e com acesso diário a uma área externa aberta sempre que o clima permite.

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