Como fica a integração entre varejo online e físico após a pandemia

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Reportagem SA Varejo -

Em análise conjunta, Diogo Lupinari, CEO da Wevo e Mauricio Salvador, presidente da ABComm, explicam por que a convivência baseada na ideia de transformação digital vai ficar no passado

Com a pandemia de COVID-19 obrigando o país a adotar o isolamento social, a grande maioria dos varejistas precisou recorrer aos canais digitais. Essa nova realidade mudou a relação entre o varejo físico e online. A partir de agora, quem quiser sobreviver no setor vai ter que se adaptar ao cenário e compreender que o digital se estabeleceu como importante recurso de venda. A análise foi feita em conjunto por Diogo Lupinari, CEO e cofundador da Wevo , empresa especializada em integração de sistemas e dados e Mauricio Salvador, presidente da  ABComm  (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).   

Segundo os especialistas, não é preciso fazer previsões mirabolantes para ver que a relação entre o comércio eletrônico e o varejo físico vai passar por mudanças daqui para frente. Afinal, sem os canais on-line, muitas lojas de outros segmentos não conseguiriam vender e, certamente, sofreriam ainda mais durante a pandemia. Lupinari e Salvador garantem: é um caminho que não tem mais volta. Se antes a participação do e-commerce era de 7% em todo o varejo, a projeção da ABComm estima essa participação em 15% já a partir de 2021.

"A convivência baseada na ideia de transformação digital vai ficar no passado. O pós-pandemia vai ser marcado pelo momento de aceleração digital. Quem conseguiu fazer esse processo antes da quarentena mostrou melhor adaptação às mudanças provocadas pelo novo coronavírus e vai conseguir levar esse modelo adiante, atraindo mais clientes e aumentando a receita por meio dos canais online", destacam o CEO da Wevo e o presidente da ABComm.

Relevância do omnichannel

Questões envolvendo o omnichannel, por exemplo, tendem a ser mais presentes no dia a dia do varejista. "O período em que vivemos obrigou o consumidor a ficar mais digital. Isso levou a uma corrida grande de empresas ao e-commerce, mas não se trata apenas de loja virtual. É preciso saber utilizar ferramentas digitais a seu favor, dando condições para que os vendedores da loja física possam trabalhar. É uma barreira que finalmente cai: se antes havia resistência ao digital nos pontos de venda físicos, agora é preciso adotá-lo radicalmente", ressaltam os especialistas.

Trata-se de uma mudança cujos impactos serão sentidos em toda a cadeia, impulsionada pelo crescimento de categorias que, antes, tinham pouca participação nos negócios online. "Comprar produtos de supermercado pela web deixou de ser algo temeroso, acarretando transformações nos processos logísticos como um todo – quem compra um item perecível espera recebê-lo o quanto antes. É um ganho operacional que vai trazer benefícios para todos que estiverem atuando nos canais digitais".

Diogo Lupinari e Mauricio Salvador sabem, porém, que ainda há desafios importantes a serem cumpridos no país. Por mais que se aproxime a fase de aceleração digital, essa realidade ainda é para a minoria dos negócios. "Existem empresas que sequer começaram uma jornada de transformação digital, mesmo com a pandemia exigindo a busca por canais online. Logo, o que vai se observar são duas situações distintas: a aceleração digital para quem já se transformou e a aceleração do processo de transformação digital para quem não fez esse trabalho", constatam.

Esse cenário ruim, infelizmente, é o que se observa no mercado brasileiro. Segundo eles, há grandes empresas que não sabem nem por onde começar o processo de digitalização do negócio. "O motivo era bem simples: esses empreendedores não enxergavam o digital como prioridade. Agora esses canais passaram a ser percebidos como prioritários. A teoria da transformação digital finalmente vai passar para a prática", comemoram. 

O fato é que a pandemia tirou todo mundo da zona de conforto e colocou na zona de desconforto. "É preciso pensar em alternativas, buscar modelos, se atualizar e encontrar soluções que ajudem a manter as vendas mesmo com o isolamento social e a pandemia de COVID-19. A fronteira entre o varejo físico e o online vai, cada vez mais, desaparecer. Quanto antes a empresa perceber isso, melhor vai ser sua adaptação ao 'novo normal' daqui em diante", resumem o CEO da Wevo e o presidente da ABComm.

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