Varejo brasileiro é bastante pulverizado e segmentado, avalia nova VP para América Latina da Reckitt

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POR ALESSANDRA MORITA – alessandra.morita@savarejo.com.br -

Em entrevista a SA Varejo, Alison Radford fala sobre suas primeiras impressões do mercado nacional e os planos de focar o crescimento das categorias, o e-commerce e o segmento de desinfecção

Foto: Divulgação

Dez anos após deixar o Brasil, onde atuou como executiva de marketing, Alison Radford retorna ao País como vice-presidente sênior Latam da Reckitt Hygiene Comercial , dona de marcas como Veja, Vanish, SBP e Lysol. Mesmo estando de volta há apenas dois meses, a executiva conseguiu visitar lojas e clientes varejistas. Também já desenhou planos para a operação brasileira.

Parte deles está em linha com o que viu nos países pelos quais passou no período em que esteve fora. Nascida na Inglaterra, Alison esteve no Japão, onde assumiu pela primeira vez a função de gerente-geral, tornando-se responsável também pelos negócios da Coreia do Sul. Nos últimos três anos, morou em Guangzhou, na China, respondendo pelo marketing da unidade de nutrição da empresa.

Agora, à frente da América Latina, o que inclui o Brasil, Alison acredita em um desenvolvimento ainda maior do e-commerce da companhia, que, só no País, avançou três dígitos em 2020. Nesta entrevista à SA Varejo, ela reforça que crescimento das categorias, e não apenas das marcas da empresa, está no foco da indústria, assim como o segmento de desinfecção. Veja como foi a conversa e confira as novidades da empresa para o Brasil.

Você já atuou no País entre 2008 e 2011 na área de marketing. No seu retorno ao Brasil, notou alguma mudança no mercado consumidor?

Estou há dois meses de volta e o que tenho observado está mais ligado à pandemia, que trouxe uma grande mudança à vida das pessoas, sobretudo na limpeza do lar. Com as pessoas ficando mais tempo em casa, o atributo desinfecção ganhou maior importância como uma forma de proteção à saúde. Além disso, uma boa parte dos consumidores passou a fazer a própria limpeza da casa, uma tarefa que, no passado, era mais atribuída a diaristas, por exemplo.

Por essa razão, entender como os produtos funcionam transformou-se em algo importante, assim como a busca por praticidade. Perfumação também ganhou relevância por estar associada ao aconchego do lar. Para se ter uma ideia, pesquisa da PwC indica que, no Brasil, 78% das pessoas aumentaram a frequência de limpeza da cozinha e dos banheiros; 70% estão buscando maior eficiência dos produtos para otimizar a limpeza; e 74% passaram a cozinhar mais em casa, o que resulta em mais louça para ser lavada.

E em relação ao varejo, já foi possível observar alguma mudança?

Já fiz visitas a varejistas nacionais e regionais, a unidades de cash &carry e a pequenos varejos para entender como estão operando. Mesmo com o cenário macroeconômico desafiador, me chamou a atenção as inovações nas lojas e também a amplitude da segmentação. Há modelos mais tradicionais, como os hiper e os supermercados, mas também lojas de bairro, de proximidade, express, e-commerce e muitos outros formatos.  Isso sem contar o pessoal de aplicativos, como Rappi, que podemos ver frequentemente nas lojas separando produtos para serem entregues.

O varejo no Brasil, vale comentar, é diferente de países como o México, onde há uma predo