“Temos vontade de testar novos modelos porque o varejo muda muito”, diz presidente do Grupo Mateus

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Reportagem SA Varejo -

Rede aposta em lojas híbridas, que atendem clientes de atacado em um espaço menor, mas ainda avalia a maturação deste tipo de negócio

Foto: Divulgação

O presidente do Grupo Mateus, Ilson Mateus, voltou a reafirmar que o plano de expansão da rede vai focar em atacarejo e supermercados, mas ressaltou que está testando o modelo híbrido. Nesse formato, as lojas têm dois mil metros quadrados (uma loja tradicional de atacarejo possui cerca de 5,5 mil metros quadrados) e é direcionado para cidades de 40 mil e 50 mil habitantes, que costumam ser o polo de outras cidades menores, de cerca de 10 mil habitantes. 

“Temos vontade de testar novos modelos porque o varejo muda muito. Essa é uma loja menor que consegue atender a esses clientes de atacado e precisa ter menos funcionários do que um atacarejo. Temos seis lojas nesse modelo e vamos esperar maturar para entender se é um modelo que vai se adaptar às cidades”, afirma.

O plano de expansão para este ano, com foco no Norte e Nordeste, prevê a abertura de 50 novas lojas e, somente no primeiro trimestre do ano o grupo já inaugurou 16 unidades. A meta é dobrar de tamanho até 2025. 

O executivo ressaltou ainda que diante do tamanho da rede, já é possível ir para as capitais. Recentemente, o grupo abriu uma loja em Aracaju. “Criamos um modelo de atacado com muito serviço de varejo pensando na necessidade do interior. Por lá, eles precisam encontrar tudo em um lugar só e isso virou uma grande fortaleza do nosso negócio. E isso trouxe um grande resultado para Aracaju”, disse. 

Mas os planos não param por aí. Já está prevista a abertura de duas lojas em Maceió em 21 de julho, e uma nova unidade está sendo construída no Recife. Além disso, a rede está prospectando locais em João Pessoa. “Queremos ocupar todas as capitais do Norte e do Nordeste”. 

Mesmo cumprindo o plano de investimento, o Grupo parece que ainda não ter convencido os investidores, justamente por causa da velocidade de crescimento em um cenário de inflação e juros em alta. Isso se reflete nas ações da empresa, que desde janeiro acumulam queda de 35% e um valor de mercado 50% menor em comparação ao IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). Para Mateus, o mercado ainda não entendeu o negócio da empresa. Ele pede um voto de confiança dos investidores diante do histórico de resultados positivos.

“Mesmo que tenhamos ficado muito conhecidos, as pessoas ainda não acreditam em uma empresa que é do Nordeste e no que ela é capaz de fazer. Eu quero que os nossos investidores reconheçam o que fizemos em 35 anos e, depois que abrimos capital, não mudamos uma vírgula do nosso plano”, afirmou, acrescentando ainda que tem se “desdobrado junto à nossa cúpula, trabalhado muito e enxugando as empresas porque nós acreditam que vamos dar bons resultados.

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Fonte: O Estado de S.Paulo

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