Restrição a descartáveis de plástico pode mudar sortimento de atacarejos

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Fernando Salles -

Desde o início do ano, está em vigor na cidade de São Paulo lei que proíbe uso de copos, pratos, talheres de plástico descartável em estabelecimentos comerciais nos quais são servidas refeições

Foto: iStock

Desde o mês passado, entrou em vigor na cidade de São Paulo uma lei que proíbe a utilização de copos, pratos, talheres ou quaisquer outros utensílios feitos de plástico descartável em estabelecimentos comerciais como bares, padarias, hotéis, restaurantes e buffets. Quem descumprir pode ficar sujeito a multas entre R$ 1 mil a R$ 8 mil, com risco até de fechamento caso o estabelecimento seja reincidente pela sexta vez.

De acordo com a lei municipal nº 17.261, os objetos usados nas refeições devem ser feitos de materiais biodegradáveis, compostáveis ou reutilizáveis. Com foco na questão ambiental, a mudança definida na maior cidade do país pode influenciar decisões parecidas em outras capitais e demais municípios brasileiros. 

O novo cenário abre espaço para empresas como a norte-americana Earth Renewable Technologies (ERT), produtora de bio-compostos que desembarcou no Brasil em 2020 com a missão de produzir plástico biodegradável e compostável, solução considerada viável para marcas e estabelecimentos interessados em substituir suas embalagens plásticas tradicionais.

Kim Gurtensten Fabri, Chief Executive Officer (CEO) da Earth Renewable Technologies (ERT), explica a nova lei impacta, indiretamente a venda de descartáveis em lojas do varejo alimentar que atendem o comércio. No setor supermercadista, o reflexo deve ser sentido, especialmente, nos atacarejos, acostumados a atender pequenos comerciantes e transformadores. "Com o aumento dos deliveries, o uso de materiais descartáveis também aumentou durante a pandemia, algo que realmente contribuiu para o crescimento da geração de lixo no período. Com a probabilidade iminente do delivery tomar conta de um share dos restaurantes, vemos cada vez mais a necessidade de entregarmos soluções biodegradáveis para o mercado de São Paulo, e consequentemente, do Brasil", destaca o executivo.

De olho no potencial do mercado brasileiro, a ERT fechou parceria de distribuição exclusiva com a empresa paulista Activas , uma das líderes em distribuição de resina no país.   

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