Quatro categorias apresentam maior ruptura no início do ano

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Reportagem SA Varejo -

Dados da Neogrid mostram que, em janeiro, o índice geral de falta de produtos ficou em 11,7%

Foto: istock

Levantamento da Neogrid, empresa especializada em soluções para a gestão da cadeia de suprimentos, mostra que, em janeiro, leite longa vida e derivados como creme de leite, iogurte e leite condensado foram os produtos com maior ruptura. Além disso, ovos, papel higiênico e água mineral também registraram ruptura em alta. No entanto, o índice geral se manteve estável em relação a dezembro de 2021, ficando em 11,7%.

O Índice de Ruptura da Neogrid destacou que o leite e os três derivados registraram ruptura acima da média geral: o longa vida apresentou índice de 17,3% em janeiro passado, acima dos 13,5% do mês anterior e maior que o registrado em janeiro de 2021, 14,4%.

O creme de leite, por sua vez, ficou em15,6% em janeiro de 2022, diante de 10,4% em dezembro de 2021. Iogurte teve ruptura de 11,4% (9,8% em dezembro), e, no caso do leite condensado, a ruptura ficou em 12,9% ante 8,4% em dezembro.

Segundo levantamento da Horus, startup de inteligência de mercado com foco em dados de consumo que faz parte do ecossistema de empresas Neogrid, o leite apresentou aumento de 1,4 ponto porcentual  na presença no carrinho de compras em janeiro ante dezembro de 2021, passando de 11,7% para 13,1% a incidência no cupom, apesar de o número médio de unidades ter permanecido estável.

No caso de ovos, a indisponibilidade ficou em 19,2% em janeiro comparada à de 16,1% no mês anterior; papel higiênico 14,7% e 12,4% em dezembro, e água mineral, com ruptura de 12,9% e 9,7%, respectivamente.

Comparando com janeiro de 2021, o consumo de ovos quase dobrou na cesta de compras, passando de 3,1% para 6,1%. Além disso, o valor do ticket médio subiu 23%, passando de R$ 11,32 para R$ 13,92 em um ano.

O mesmo ocorreu com a água mineral. Segundo a Horus, houve aumento médio de unidades em 9%, passando de 5,6 para 6,1 itens adquiridos por compra.

O CCSO (Chief Customer Success Officer) da Neogrid, Robson Munhoz, ressalta que o papel higiênico registrou um aumento considerável do índice de ruptura face ao aumento da celulose no mercado de commodities. Já a água mineral, esteve mais indisponível em janeiro por conta da aceleração do varejo, ao longo do quarto trimestre de 2021, na compra do produto, sem que a indústria estivesse preparada para fazer frente a essa demanda em um cenário de variações cambiais e aumento do frete marítimo. 

“De um modo geral, a ruptura aumentou em meio a um cenário de retomada do consumo, mas também de cautela do varejo em novas compras, porque já vinha de um dezembro não muito satisfatório, e de dificuldades de abastecimento”, analisa Munhoz.

O aumento do papel higiênico seguiu também no carrinho de compras neste mês, a incidência no cupom passou 6,5% para 7,4%, apesar de o número médio de unidades ter permanecido estável. 

“Isso significa que o papel higiênico esteve presente em mais carrinhos de compras em janeiro do que em dezembro, o que pode ter contribuído para o aumento na ruptura”, avalia Luiza Zacharias, diretora de Novos Negócios na Horus.

De acordo com Munhoz, embora janeiro tenha sido um mês atípico, de férias, o consumo até se desloca, mas não é compensado, por exemplo, em lojas do interior ou litoral.

“Todas as grandes empresas em que vimos as maiores rupturas passam, basicamente, por esse estrangulamento da cadeia de abastecimento – uma alta de preços que causou uma deterioração no estoque, principalmente no varejo, mas com a indústria segurando um pouco o pé porque viu esse esfriamento. Com isso, temos uma demanda maior do consumidor tentando comprar, mas não encontrando o produto”, define Munhoz. 

O executivo ressalta ainda ser um fenômeno comum a falta de sincronia entre as plantas produtivas e a demanda do consumidor, situação que gera a ruptura. Mesmo porque, ele reforça, mais compra em janeiro não é sinônimo de mais valor: mas de volume maior derivado de promoções no varejo.

“Uma dica para a cadeia de abastecimento resolver uma situação como essa é ela sincronizar os elos da cadeia e trabalhar no ritmo do consumidor, com os players estreitando laços e compartilhando problemas do processo. Quando a venda aumenta na ponta e a indústria percebe isso, ela consegue reagir rapidamente, aumentar a produção e repor a gôndola; e o contrário é verdade, especialmente quando se trata da linha de perecíveis. Não compreender isso é ter perda de vendas e perda de produtos”, conclui.

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