Prós e contras de monitorar os computadores dos funcionários que estão trabalhando em casa

Avaliação:

(2 Avaliações)

Sheila Hissa -

Cada vez mais as empresas, pelo mundo afora, sabem exatamente o que os colaboradores em home office estão fazendo: cada tecla que digitam, cada página ou programa que entram e assim por diante

Foto:iStock

 

Há um ano e meio o dono de uma pequena empresa de revenda online, Shibu Philip, rastreia tudo o que seus sete funcionários fazem – as teclas que digitam, os movimentos que fazem no mouse e os sites que visitam. Com um software de captura de tela, ele consegue identificar as pausas no trabalho, o tempo que cada um leva para realizar as tarefas e quais os profissionais mais produtivos.

Essa história, publicada na BBC News de Londres , mostra como o controle da equipe está se popularizando entre empresas de diferentes tamanhos e setores. Shibu Philip mora na Inglaterra e seus funcionários trabalham na Índia. E os softwares se espalham pelo mundo.

Quem forneceu o aplicativo para o empresário foi a americana Hubstaff , cujas vendas aumentaram quatro vezes no Reino Unido desde fevereiro do ano passado. A ferramenta pode monitorar os acessos por desktop, web e celular e tem rastreamento por GPS para identificar quem está trabalhando, quando e onde.

Outra empresa, Sneek , cujo software tira fotos das telas dos notebooks e envia para visualização por empregadores (e colegas), elevou em cinco vezes sua base de usuários, segundo a mesma publicação da BBC.

É fácil explicar a aceleração do consumo desses softwares. Desde março do ano passado, milhões de pessoas trabalham em casa e economias ao redor do mundo atravessam crise, desencadeando altas taxas de desemprego. As empresas, que operam com equipes cada vez mais enxutas, se cercam então de recursos para assegurar boa produtividade.

Embora o rastreamento virtual dos funcionários venha de longa data, seu aprofundamento tecnológico, de acesso simples, deve estimular questionamentos sobre o direito dos funcionários à sua privacidade.

Pesquisa recente da organização britânica CIPD (Chartered Institute of Personnel and Development) sugere que a vigilância tem que ser conduzida com prudência, respeito à legislação local e total transparência. Quando as pessoas desconhecem e desconfiam do monitoramento e de seu alcance, o desconforto tende a gerar problemas. Por isso, o órgão defende que uma boa comunicação, com explicações claras, é o caminho menos conflituoso. Shibu Philip concorda. Ele garante que sua equipe conhece, entende e aceita as regras.

Foto:iStock

PELA FECHADURA DA TELA

Pesquisa realizada entre junho de 2019 e junho de 2020, envolvendo 2.214 funcionários com contrato permanente, sinaliza o desconforto do profissional britânico em relação ao rastreamento de seus passos. O estudo foi conduzido pela CIPD, organização não governamental dirigida aos profissionais de RH, com atuação em vários países.

saltou de 45 % para 55 % o percentual de trabalhadores que desconfiam de monitoramento no trabalho

86% acreditam que a vigilância se tornará comum

73 % acham que a introdução de tecnologias de controle prejudica a confiança entre eles e seus empregadores

57% dizem que o rastreamento trará mais desvantagens do que vantagens

 

Quer ter acesso a mais conteúdo exclusivo da SA Varejo? Então nos siga nas redes sociais:                        LinkedIn                       ,                       Instagram                       e                       Facebook                       !

 

Comentários

Comentar com:
Publicidade
Publicidade

Solução Sortimento

Navegue por todas as seções para obter informações sobre o desenvolvimento de categorias e sobre as marcas e fornecedores mais bem avaliados:

BUSCAR
Publicidade