Natal: o que esperar das vendas neste ano

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Patricia Büll - redacao@savarejo.com.br -

Entidades de classe preveem crescimento no consumo e na produção no período. Mas os números variam conforme o produto. Confira

Inflação em queda, trabalho temporário em alta e aumento da renda disponível pelo resgate do PIS/Pasep para os trabalhadores ajudarão a dar fôlego extra ao varejo alimentar nas festas de final de ano. Para as associações que representam produtos sazonais, a expectativa, no geral, é de aumento na produção e nas vendas ou, no pior cenário, de empate com o ano passado. Apesar disso, Marcel Solimeo, economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), alerta o varejista para ficar atento ao preço dos produtos importados, devido à alta do dólar. Confira a seguir a expectativa para os principais produtos do período.

Espumantes e vinhos
Para Diego Bertolini, gerente de promoção do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), entre os espumantes, o moscatel vem caindo no gosto do consumidor. Ele lembra que uma marca brasileira do segmento acaba de ser eleita a melhor do Cone Sul. E isso depois de outra ter sido escolhida a quinta melhor do mundo no ano passado. “O Brasil possui apenas 32 milhões de consumidores esporádicos de vinho, a maioria sem grande familiaridade com o produto. Por isso o moscatel, que é levemente adocicado – pelo próprio açúcar da uva – e com baixo teor alcoólico, é mais agradável ao paladar do brasileiro. Ele atua quase como uma porta de entrada para esse universo”, explica Bertolini. O vinho de mesa também deve ter uma expansão na comparação com o ano passado, mas Bertolini acredita que será menor do que a dos espumantes. Para impulsionar as vendas, ele recomenda trabalhar com pontos extras. A ideia é atrair os consumidores que não frequentam a seção de vinhos.

25% crescimento do espumante moscatel no segundo semestre do ano
Fonte Ibravin

10% alta na venda de espumantes até o final deste ano
Fonte Ibravin

Alimentos
Segundo Amilcar Lacerda de Almeida, diretor do Departamento de Economia da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), a alta só não será maior pelo impacto negativo da greve dos caminhoneiros. Beatriz Milliet, diretora de Relações Institucionais da associação, acrescenta que, além dos produtos típicos de Natal, os segmentos de orgânicos, carnes em geral e desidratados – especialmente pratos congelados prontos e semiprontos – devem ganhar impulso daqui para o final do ano, sobretudo pela praticidade e busca por itens mais saudáveis

1% a 1,4% aumento da produção de alimentos em geral até o fim do ano
Fonte Abia

Panetones
Segundo Claudio Zanão, presidente da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), a categoria movimenta cerca de R$ 600 milhões ao ano. Pesquisa encomendada pela entidade à Kantar Worldpanel identificou que o panetone está presente em 53% dos lares brasileiros. O estudo também constatou que dezembro foi o mês de maior penetração da categoria em 2017. Convém, portanto, realizar as principais ações nesse período.

Empate na produção para o fim do ano em relação a 2017
Fonte Abimapi

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