JBS investe US$ 60 milhões em centro de pesquisa de carnes cultivadas no Brasil

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Reportagem SA Varejo -

Aposta visa oferecer alternativas ao consumidor, visto que projeções da ONU apontam um crescimento de 70% do consumo de proteína

Foto: Divulgação

Depois de adquirir o controle da espanhola Bio Tech Foods, agora a JBS vai investir US$ 60 milhões na criação do JBS Biotech Innovation Center, centro de pesquisa para a área de alimentos.

De acordo com Eduardo Noronha, head global de inovação e excelência operacional da empresa, a nova unidade será instalada em Florianópolis e terá como foco o desenvolvimento de tecnologia própria para a produção de proteínas cultivadas. “Sendo o maior produtor de proteína do mundo, a gente entende que tem que ser protagonista em qualquer iniciativa que tem a ver com produção de alimentos, com tecnologia”, afirma. 

A JBS usou como base as projeções da ONU de que até 2050 a população mundial vai atingir 10 bilhões de pessoas, um avanço de 35% em relação aos números atuais. No mesmo período, o consumo de proteínas vai crescer 70%.

“Se esse crescimento [de demanda] acontecer, esse mercado de proteínas no mundo vai passar de US$ 1,2 trilhão em 2050. Nossas motivações são dar alternativas aos consumidores no mundo inteiro, da proteína tradicional, plant based e outras”, afirma o executivo.

O JBS Biotech Innovation Center será instalado em um terreno de 40 mil metros quadrados no centro tecnológico do Sapiens Parque, espaço concebido pelo governo de Santa Catarina para abrigar projetos de empresas e startups em áreas de tecnologia. O projeto será liderado pelos doutores Luismar Marques Porto, que será o presidente do JBS Biotech Innovation Center, e Fernanda Vieira Berti, como vice-presidente do centro de pesquisa.

Nesta primeira fase, os esforços estarão concentrados na construção de instalações especializadas para o desenvolvimento de tecnologia 100% nacional para a produção de carne cultivada e da planta piloto, bem como na aquisição dos insumos necessários para a realização das pesquisas. Mas a ideia é ir além. 

“Nesta primeira fase vamos focar nos laboratórios para a produção de proteína cultivada, mas depois ele tende a se ampliar para diversas outras áreas, com foco em biotecnologia”, diz Fernanda Vieira

O centro deve gerar mais de 100 empregos diretos, incluindo vagas de alta qualificação profissional, inicialmente com 25 especialistas-doutores apenas para o projeto de pesquisas em proteína cultivada.

Noronha ressalta ainda que a empresa está preparada para operar neste segmento. “Estamos acompanhando o desenvolvimento dessa tecnologia de proteína cultivada há vários anos e entendemos que ela está num nível de maturidade que a gente consegue entrar com nosso recursos e acelerar o desenvolvimento dela”, complementa. 

A expectativa é de que os primeiros produtos à base de proteína cultivada cheguem às gôndolas dos supermercados a partir da segunda metade de 2024, via BioTech Foods. 

Para viabilizar esse cronograma, a JBS está investindo US$ 40 milhões para construir uma nova fábrica na Espanha com capacidade de 1 mil toneladas por ano. “No caso do Brasil, o projeto está começando agora, mas a gente acha que pode acelerar e chegar muito próximo desse período”, diz Noronha. 

No primeiro momento, a proteína cultivada chegará inicialmente aos consumidores na forma de alimentos preparados, como hambúrgueres, embutidos, almôndegas, entre outros, mas a ideia é o centro de pesquisas se dedicar a pesquisar tecnologias que possam transformar a proteína em cortes conhecidos. “Estrutura para criar um músculo para ter um bife são outras tecnologias para serem desenvolvidas, que a gente está trabalhando em paralelo”, afirma Noronha.

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Fonte: Neofeed

Veja mais sobre: JBS, Bio Tech, foods, Florianópolis

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