Digitalização correta é a que ajuda a levar clientes aos estabelecimentos físicos

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Alessandra Morita - alessandra.morita@savarejo.com.br -

A afirmação foi de Henrique Braun, presidente da Coca-Cola, em um congresso online. A importância de digitalizar o negócio foi abordado ainda pelo CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, no mesmo evento


Henrique Braun, da Coca-Cola: os negócios de vizinhança estão ganhando
a preferência do consumidor em todo o mundo em função da pandemia

 

“Vivi na China durante quatro anos e vi o crescimento do comércio off line sendo alavancado pelo digital”, afirmou Henrique Braun, presidente da Coca-Cola Brasil , que participou na semana passada do 32º Congresso da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), que aconteceu online. Segundo o executivo, a digitalização correta ajuda a levar clientes para os estabelecimentos físicos, como bares, restaurantes e também outros tipos de comércios. 

Braun lembrou que, em outros países, os negócios de vizinhança ganharam ainda mais a preferência do consumidor em função da pandemia. “Onde a abertura está mais avançada, as pessoas estão indo aos locais dos quais sentiram saudade de frequentar durante a quarentena”, disse. “Elas querem desfrutar de momentos de prazer, da presença de pessoas queridas e de produtos e marcas que gostam e confiam”, ressaltou.

Sobre a retomada do setor de bares e restaurantes no Brasil, comentou: “Esse sentimento vai acontecer aqui também. Por isso, no início, a clientela ainda não vai voltar 100%. Mas aos poucos as pessoas retornarão a esses estabelecimentos”. 

Maior concorrência digital
O tema digitalização também foi abordado no evento online por Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele lembrou que um grande número de consumidores realizou pela primeira vez suas compras em um e-commerce, impulsionados pela crise do novo coronavírus. Segundo dado do E-marketer, de maio deste ano, apresentado pelo executivo, 69 milhões de pessoas compram online, sendo que mais de 7 milhões passaram a utilizar o comércio eletrônico depois do início da pandemia. Só no segmento de supermercados, as vendas online saíram de uma participação de 2,5% para 10%

 


Segundo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, o papel da empresa é
ajudar os clientes a serem mais eficientes, a crescer e a serem diferentes


 “A concorrência no mundo digital cresceu muito e a digitalização do negócio é uma questão de sobrevivência”, afirmou. “O nosso papel é ajudar os clientes a serem mais eficientes, a crescer e a serem diferentes”, comentou Tomazoni. Nesse sentido, a JBS conta tanto com soluções que permitem a pequenos estabelecimentos comprar diretamente da empresa (caso do portal Friboi online) quanto que incentivam o consumidor final a adquirir as marcas da companhia, direcionando o público, por meio de suas plataformas, a clientes do varejo e do foodservice. 

O site Loja Seara , por exemplo, indica os varejistas em que o item escolhido pode ser comprado, considerando a localização do usuário. Já o Comer Bem é um marketplace em que o consumidor pode selecionar um prato preparado com produtos da empresa em um restaurante ou bar parceiro, presente na plataforma. As entregas – parte do processo de venda online conhecido como última milha – são feitas por intermédio de um acordo da indústria com a Loggi, que funciona nos mesmos moldes do Rappi e do Uber Eats.

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