Perdas na frente de caixa disparam nos supermercados brasileiros

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Reportagem SA Varejo -

Erros operacionais são a principal causa, de acordo com a Gunnebo, responsável pelo levantamento

As perdas de alimentos perecíveis na frente de caixa saltaram 181% com o aumento no fluxo de clientes nos supermercados brasileiros, em razão da pandemia de Covid-19. Especificamente em relação às frutas, legumes e verduras, o cenário é ainda pior, com avanço de 254% no índice de perdas registrado na área de PDV, em comparação com as incidências anteriores à crise do Coronavírus. A constatação é de levantamento da área de monitoramento da Gunnebo, empresa fornecedora de soluções para a proteção eletrônica no varejo.  

Os dados foram obtidos junto aos clientes usuários do Gatecash, tecnologia da Gunnebo que atua integrado ao software de automação comercial de frente de caixa da empresa e reúne imagens, vídeos e áudios captados no PDV, com o diferencial de produzir a contagem cruzada com o que foi efetivamente registrado “Habitualmente, a frente de caixa já é uma das áreas mais sensíveis da loja, responsável por cerca de 30% das perdas. Mas o que constatamos recentemente foram índices muito acima da curva”, revela Vanessa Urbieta, gestora do Gatecash. Uma das surpresas foi a constatação de que as perdas na frente de caixa aumentaram muito até mesmo nos produtos não perecíveis, a exemplo de arroz, açúcar, cerveja, papel higiênico e refrigerantes.

O que ocasiona perdas na frente de caixa

Na análise de Vanessa, 90% das perdas no PDV dos supermercados foram geradas por erros operacionais. “Grandes filas se formaram e os operadores de caixa ficaram totalmente expostos e na linha de frente dessa situação. O medo, a falta de concentração na atividade e a vontade de acelerar o processo de passagem dos produtos são fatores impactantes para o resultado da operação. Tudo isso favorece os erros”, argumenta. 

“Além dos erros operacionais, pela crise financeira que se põe ainda mais forte, o caixa pode ser um ambiente vulnerável para situações de conluios nas passagens dos produtos e de desvio de dinheiro. Nesses casos, é preciso investigar a causa-raiz. Por isso, a necessidade do varejista em controlar essa operação por meio de tecnologias, processos bem amarrados e pessoas aderentes à cultura de prevenção de perdas da companhia”, completa a gestora da Gunnebo,  empresa que envia relatórios com os vídeos analíticos e os cupons fiscais registrados às empresas monitoradas.

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