Programa que capacita açougue no varejo ultrapassa mil lojas e pode dobrar número

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Por Alessandra Morita - alessandra.morita@savarejo.com.br -

Entre os resultados alcançados pelo Açougue Nota 10, da Friboi, está o aumento das vendas e a redução das perdas

Voltado à capacitação na seção de açougue do varejo, o programa Açougue Nota 10 , da Friboi , que pertence à JBS , alcançou 1.040 lojas e mais de 400 redes em todo o País. O potencial, contudo, ainda é grande. Segundo Rodrigo Gagliardi, diretor comercial da Friboi, há possibilidade de atingir cerca de 2000 unidades nos próximos dois a três anos. 

“Só para se ter uma ideia, iniciamos mais recentemente o projeto com as grandes redes, que possuem um potencial bastante grande. Além disso, há ainda o pequeno varejo, com lojas de 2 a 3 checkouts espalhadas pelas cidades do interior do País”, explica Gagliardi. Segundo ele, o foco do programa não é volume, mas predisposição em trabalhar os pilares do Açougue Nota 10: abastecimento (a fim de evitar ruptura), execução em loja, precificação, rendimento/quebra e promoção. Nesse caso, são avaliados quais os cortes mais indicados para diminuições de preço, a fim de manter o varejista bem-posicionado no mercado. 

De acordo com Gagliardi, os resultados alcançados pelas empresas que adotam o programa são significativos. Só a redução de quebras pode chegar a, pelo menos, 50%. “Isso já tem um bom impacto na margem”, enfatiza. Soma-se a isso o aumento das vendas, cujo percentual varia bastante. Em algumas situações, chega a ser da ordem de 40%. “Essa não é uma regra, mas o avanço é muito expressivo”, diz. 

O diretor comercial ressalta ainda que cada varejista tem um ganho diferente, conforme sua realidade. Em alguns casos, por exemplo, pode haver um aumento do valor agregado, o que também se reflete na lucratividade; em outros, o benefício está mais relacionado à melhor exposição, o que atrai mais consumidores; e assim por diante. 


                             Gagliardi: quebras caem em, ao menos, 50%

Neste ano, o sortimento operado pelo Açougue Nota 10 ganhou reforço de carnes de aves e suínas, da Seara , outra empresa da JBS. “Com essas duas proteínas a mais, buscamos resultados ainda melhores para os varejistas”, comenta Gagliardi. Até o final do ano, serão 250 lojas do programa contemplando também os produtos da Seara.

Outras iniciativas
Além do Açougue Nota 10, a Friboi conta ainda com duas outras iniciativas. Uma delas é o 1953, também voltado para a gestão da categoria. “Esse modelo traz uma matéria-prima diferenciada e inclui a venda no balcão, buscando também um aspecto mais artesanal, algo que está sendo muito valorizado pelo consumidor”, explica o diretor comercial da Friboi. 

Outra forma de parceria com o varejo é o de loja dentro da loja com a marca Swift, focada em carne congelada. Uma das empresas que está ampliando o modelo em suas lojas é o Carrefour . Segundo afirmou Noël Prioux, CEO da varejista no Brasil, em coletiva de imprensa realizada na semana passada, a expectativa é de chegar a 40 unidades até o ano que vem. 

“Essa é uma das áreas que estamos buscando a parceria de quem tem maior expertise do que nós, pois não conseguimos fazer tudo sozinhos. O trabalho com a Swift tem sido benéfico para a companhia. Os produtos são bons, o conceito é fácil de o consumidor entender e contamos com venda assistida”, afirma o executivo. “O Brasil é o nosso segundo mercado mais importante de carne , por isso temos de ser os melhores nesse segmento”, completa. 


Resultados da companhia
Semana passada, a JBS divulgou os resultados do terceiro trimestre deste ano. A receita líquida global alcançou R$ R$ 52,2 bilhões, o que representa uma alta de 5,6% em relação a igual período de 2018. No acumulado de 12 meses, o faturamento atingiu R$ 194,7 bilhões. 

Os negócios no Brasil também apresentaram crescimento. A Seara faturou R$ 2,7 bilhões. A alta foi de 6,9% sobre o mesmo trimestre de 2018, puxado pelo preço médio de venda 8,6% maior. Entre os produtos processados, o avanço foi de 4,1% em volume e de 6,3% nos preços. Em teleconferência com analistas de mercado, realizada em 14/11, Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, explicou que houve “ganho expressivo em penetração e na preferência dos consumidores do mercado doméstico”. Esse avanço, pontuou o executivo, aconteceu em função do foco em execução e devido à inovação, com lançamento de novas linhas de produtos. 

Já na JBS Brasil, a receita líquida evoluiu 15,5% no período, somando R$ 4,3 bilhões. A carne bovina cresceu 8,5% em volume e registrou alta de 8,3% no preço médio de venda.

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