Pesquisa mostra o que varejo pode aprender com o momento atual

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Reportagem SA Varejo -

Pedro Galoppini, CPO da Involves, analisa mudanças pelas quais o setor irá passar a longo prazo

"O reflexo da crise provocada pela chegada do Covid-19 ao Brasil exigirá um planejamento estratégico bem estruturado e demandará criatividade das empresas. O consumidor certamente será mais criterioso com relação às compras e o comportamento deve mudar após a pandemia", acredita Pedro Galoppini, CPO da Involves , empresa especializada em trade marketing.

Para entender como está o mercado, a Involves fez uma pesquisa on-line nos primeiros dias de quarentena com pessoas envolvidas com o trade marketing no Brasil e na América Latina e, entre diversas mudanças provocadas pela pandemia, o levantamento mostrou que o foco das equipes que atuam no varejo, nos pontos de venda, está na reposição, em garantir os produtos na gôndola em um primeiro momento. Além disso, entrevistados dos segmentos de alimentação e bebidas apontaram aumento nas vendas. Já os setores não essenciais relataram dificuldades. O objetivo foi entender o impacto da crise na indústria e no varejo.

O levantamento, realizado entre 17 e 25 de março, obteve 327 respostas de empresas brasileiras e 57 de latinoamericanas. Entre as sediadas no Brasil, 39,3% são de representantes da indústria de bens e serviços, 20,9% de agências de terceirizado, 17,5% de distribuidores e 8% de varejistas. Entre eles, 92% enfrentam o desafio de coordenar um time de campo. E mais de 50% mudaram a maneira de trabalhar, optando pelo home office. Já os que suspenderam a atividades durante a pandemia correspondem a menos de 25% dos respondentes. 

Já entre os participantes de outros países da América Latina, estão empresas da Argentina , Colômbia , Peru , Equador e Honduras.  A maioria faz parte dos segmentos da construção civil, produtos médicos, calçados, produtos veterinários e decoração com 37,8%. Em seguida, vem o setor de alimentos (17,1%),  eletrônicos (14,6%), beleza e saúde (9,8% cada), bebidas (8,5%) e esporte (1,2%). Destes, 15,8% aplicaram o regime de home office para as equipes e 8,9% suspenderam as atividades de campo. 

Pela análise das respostas, Pedro Galoppini percebe que o foco atual está na reposição, em garantir que os  produtos estejam na gôndola. Temos observado uma crescente nas trocas de mensagens no Involves Stage , plataforma de gestão de trade marketing da Involves. Na primeira semana, o uso do serviço cresceu 56%. Isso mostra que há uma postura de parceria entre os times que estão na rua com as equipes internas. Esse espírito colaborativo, com apoio da tecnologia, certamente contribuirá para todos superarmos a recessão.  

Inovar é preciso

Este momento tão único provocará mudanças em longo prazo. A capacidade de inovação será definitiva. Algumas empresas, por exemplo, estão aproveitando para treinar a parte do time que não pode ir à ativa. Com lojas físicas fechadas, outras colocaram os profissionais de campo no atendimento, aproveitando a expertise dessas pessoas para melhorar o relacionamento com o cliente. É uma forma de tranquilizar os colaboradores promovendo a oportunidade de aprenderem novas competências e se sentirem valorizados, segundo o CPO da Involves. 

Ele lembra que não bastará apenas estreitar laços com o consumidor, a humanização e o senso comunitário farão diferença no futuro. A preocupação com a saúde das equipes  e da população demonstrada na prática durante a pandemia também impactará positivamente. São ações simples, medidas de segurança como o cuidado com as pessoas que fazem parte de grupos de riscos. E até mesmo o uso da tecnologia para acompanhar a performance dos produtos no ponto de venda para evitar ao máximo a circulação da equipe de campo. O uso de de dados, por exemplo, ajuda a evitar a exposição dos promotores e é importante para evitar a propagação do vírus. 

Para os pequenos negócios, a proximidade com a comunidade contribui. Um serviço mais personalizado e humanizado serão diferenciais nesse período. Já se observa uma mudança nesse sentido, mas muitas dessas empresas ainda não estão digitalizadas, não têm serviço de entrega ou uma plataforma para contato com os clientes na internet.  Mas, com a crise, alguns negócios de pequeno porte estão se adaptando, mudando a perspectiva sobre a digitalização e oferecendo alternativas para os clientes. Houve uma busca intensa dos pequenos e médios varejos, que em geral não possuem este tipo de serviço, para conseguir disponibilizar seus produtos em plataformas como Ifood e Rappi.  

Ainda em relação ao e-commerce de autosserviço, levantamento da Nielsen mostrou que 32% dos compradores que realizaram compras online durante a crise experimentaram pela primeira vez este tipo de serviço. Para efeito de comparação, anteriormente, o percentual era de menos de 20% . 

O número continua crescendo, o que demonstra um novo perfil de comprador. Os varejos podem fidelizar este cliente através deste canal relativamente novo e ainda com pouca relevância no Brasil, ou caso não consigam atender a demanda e entreguem uma experiência ruim, o tiro pode sair pela culatra, transformando a possibilidade em um revés. 

"Neste momento, o trade marketing deve agir como um componente para ajudar a indústria e o varejo em funcionamento. Cabe ao setor oferecer empatia e demonstrar-se preocupado não só com o shopper, mas com toda a cadeia que movimenta", recomenda Pedro Galoppini, CPO da Involves .  

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