Como tem sido a experiência do Carrefour com as lojas autônomas?

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Por Alessandra Morita -

No início deste ano, a companhia estabeleceu uma parceria com a Zaitt para inaugurar primeira unidade nesse modelo em São Paulo

Testar é a palavra de ordem para as empresas no processo de transformação digital. E, no Carrefour Brasil, não é diferente. Uma das iniciativas da companhia foi se tornar parceira da Zaitt na abertura da primeira loja autônoma de São Paulo, em março deste ano. A startup capixaba já contava com uma unidade no Espírito Santo, que foi a primeira da América Latina. Já na capital paulista, ficou sob responsabilidade do Carrefour o suporte logístico e de abastecimento, além de parte do sortimento.

“Como tecnologia tem sido um grande aprendizado para nós”, afirma Sébastien Durchon, CFO do Grupo Carrefour. Já para o consumidor a experiência vem sendo “inovadora demais”, ou seja, algo bem diferente do habitual. Segundo ele, muitas pessoas estranham, por exemplo, entrar na loja e não falar com ninguém. “Estamos acompanhando para entender como será em termos de modelo de loja”, avalia o executivo.

O concorrente GPA também vem testando o formato. Foi criada uma loja autônoma com a bandeira Minuto Pão de Açúcar dentro da matriz, na capital paulista, para atender os funcionários. A ideia é gerar aprendizado sobre o modelo.

Conta digital e omnicanalidade

Para o ano que vem, o Carrefour pretende ampliar seus serviços financeiros com o lançamento da conta digital, que permitirá compras nas lojas do grupo. O foco são os brasileiros que não têm acesso ao sistema bancário e também aos cartões Carrefour e Atacadão. Esse grupo, aliás, já está no radar da empresa no Brasil. No início de outubro deste ano, a companhia anunciou a aquisição de 49% da fintech Ewaly , que oferece serviços de pagamentos de contas, transferência de dinheiro, cobranças e recargas pelo celular.

O foco na transformação digital como um dos pilares de crescimento até 2022 tem surtido bons resultados para a empresa. Entre janeiro e setembro deste ano, os serviços omnichannel da companhia, que saíram de uma base pequena, cresceram mais de 1.200% em vendas em relação a igual período de 2018. Boa parte desse avanço vem do aumento no número de clientes. O e-commerce, por exemplo, atraiu 47% mais consumidores no período; enquanto a parceria com o Rappi ampliou o público em 40%. Já os postos de retirada de produtos com veículos responderam por uma alta de 17% na base de consumidores e o click e retire na loja, sem carro, por 62%. Os clientes que compram em mais de um canal registraram um crescimento de 82% no tíquete neste ano.

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