Atacarejos regionais começam a incomodar Atacadão

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Por Redação SA Varejo -

Para manter crescimento no terceiro trimestre, rede de cash & carry do Carrefour mexeu "um pouquinho na margem"

Já havia virado tradição. Nas divulgações de resultados do Carrefour Brasil, o grande destaque vinha sendo, há bastante tempo, a operação de cash & carry, segmento no qual a empresa atua com a bandeira Atacadão. No terceiro trimestre deste ano, no entanto, a operação de varejo elevou suas vendas a índices próximos do avanço observado no atacarejo.

Entre julho e setembro, a margem Ebtda do Atacadão – antes de juros, impostos, amortização e depreciação – registrou queda de 2,2%, enquanto no concorrente Assaí o mesmo indicador avançou 31%. No mesmo período, as lojas mais antigas do Atacadão elevaram sua receita em apenas 1,8%, enquanto no Assaí o crescimento foi de 3,2%.

Sobre o desempenho tímido das lojas mais antigas, ou seja, sem considerar as unidades inauguradas neste ano, executivos do Carrefour atribuíram, em teleconferência com analistas, a fatores como economia ainda fraca, desaceleração da inflação e também à forte base de comparação do ano passado, uma vez que julho de 2018 concentrou muitas vendas por ter sido o primeiro mês completo logo após o fim da greve dos caminhoneiros.

Concorrência das redes regionais

Sébastien Durchon, diretor financeiro do Carrefour, afirmou ao jornal Valor Econômico que há, atualmente, maior concorrência de atacarejos das redes regionais, algo que a empresa não enfrentava no passado. Segundo o executivo, o foco é o crescimento, mesmo que para isso seja preciso "abrir mão de um pouquinho de margem". 

Durchon lembrou que no início praticamente não havia concorrência no segmento de cash & carry. Nas palavras dele, era um "período mágico". O diretor considera normal o surgimento de novos rivais, inclusive copiando estratégias. "Há cinco anos, tínhamos umas 40 aberturas no segmento de atacarejo, sendo que Atacadão e Assaí abriam 10 lojas ao ano, cada um. Hoje, são 100 lojas inauguradas, sendo que nós abrimos 20. As regionais abrem 60 dessas 100 novas unidades".

Como resultado desse novo cenário, o Atacadão reagiu e mexeu no preço para seguir em busca de crescimento. Daí a queda na margem Ebtda. “O mercado está mais depreciado, com necessidade de estímulos maiores para gerar venda", analisa José Roberto Müssnich, CEO do Atacadão, que trabalha para buscar equilíbrio entre volumes e margens.

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Fonte: Valor Econômico

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