A Jornada do Shopper

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Como o shopper é cada vez mais exigente e bem informado, as lojas devem estar preparadas para atender suas expectativas, com variedade de produtos e uma organização que facilite a compra.

Você sabia que o shopper visita em média sete canais de venda diferentes para realizar a compra? Cada canal atende melhor uma missão de compra específica, e o shopper já aprendeu a equilibrar conveniência e preço. 65% esperam facilidade para encontrar o produto. Por isso, destacar as principais embalagens e produtos ofertados ajuda a aumentar a cesta de compras.

Outro dado importante é que a categoria Cerveja aumentou três vezes nos últimos anos, enquanto o espaço nas lojas aumentou em média 20%. A solução aqui é garantir um espaço para a categoria que corresponda à sua porcentagem de faturamento da loja

GÔNDOLA, PONTO EXTRA OU ESPAÇO GELADO: VOCÊ SABE QUAL IMPULSIONA MAIS O SELL-OUT DA SUA LOJA?

A gôndola é o cardápio do autosserviço É a alavanca-chave quando o shopper quer pesquisar a melhor opção de compra, o que acontece normalmente durante as compras de abastecimento, como compras do mês. A organização da gôndola deve refletir a árvore de decisão da categoria, facilitando a escolha do produto, e deve estar dimensionada de acordo com o sell-out dos diferentes segmentos, reduzindo a necessidade de reposições frequentes. Organizar as marcas por fabricante impede que o shopper faça a comparação direta entre o grupo de marcas de sua preferência e torna a sua jornada de compra confusa, gerando uma experiência ruim na loja.

SUGESTÃO DE ORGANIZAÇÃO

PILSEN
Representam 61% do volume do mercado. Mesmo em lojas com perfil de produtos Premium,  ainda possuem peso significativo nas vendas.

PREMIUM
Segmento com maior crescimento  em volume e que ajuda a rentabilizar a categoria. Destinar um espaço acima do seu peso em vendas influencia a transição do shopper para estas marcas.

DIVERSOS ESTILOS
Apesar da variedade de SKUs, ainda representam menos de 2% do volume e têm um giro menor que a média da categoria. O espaço na gôndola deve ser avaliado com cuidado, destinando a maior parte para as marcas de transição (com menor preço).

Em relação ao ponto extra, quantidade e localização na loja são fundamentais. Atenção para as áreas quentes, como entrada, check-out, corredor principal e lugares de maiores interações com cerveja, como açougue, refrigerantes e FLV. Por outro lado, espaço gelado significa cerveja pronta para consumo. A compra de emergência é uma das principais missões do shopper de cerveja. Nesse momento, a temperatura  é o primeiro critério de escolha. Lojas menores, com pouca fila ou próximas de centros comerciais são o principal destino destes consumidores. Nestes casos, garantir sortimento e volume gelado é essencial.

Mudanças de hábitos durante o isolamento

O peso do setor no mercado de cerveja cresceu 10,5% em comparação com o mesmo período de 2019 (janeiro a agosto). O gerenciamento de categoria pode ajudar com decisões assertivas. A escolha da loja ganha importância por proximidade, menor concentração de pessoas, higiene. No sortimento, há uma preferência por marcas conhecidas para ganhar agilidade nas compras. Na disponibilidade, o foco deve ser o abastecimento das principais marcas e a promoção de multipacks. E para os pontos extras, a ordem é priorizar SKUs de alto giro, diminuindo a reposição.

GERENCIAMENTO DE CATEGORIA NO E-COMMERCE

O gerenciamento de categoria ajuda a impulsionar as vendas no ambiente digital. Atualmente, a penetração de cerveja no ambiente digital é quase três vezes maior que a do físico. Alimentos e bebidas cresceram 82%, enquanto 49% do valor da cesta é gasto com cerveja. Produtos Premium são mais procurados e geram mais faturamento.

A jornada no e-commerce é tão importante quanto na loja